A Museologia da Compreensão vai, aos poucos, ocupando o seu lugar ao lado da Museologia da Memória.
Os museus da memória dão lugar aos museus da compreensão, apesar das coleções e dos objetos serem os mesmos.
Em Portugal, o contributo da Acesso Cultura tem sido importante nessa mudança. Os Prémios Acesso Cultura 2016 comprovam-no.
Porque é importante introduzir a Museologia da Compreensão no seio da tradicional Museologia da Memória?
Porque o controlo e a manipulação da Memória estão a sofrer uma profunda mutação a nível técnico e científico. Por exemplo, passa a ser possível usar o ADN de cada célula para armazenar cerca de 300 mil terabytes (!) de informação (American Chemical Society, “The engineering of DNA for the long-term storage of digital information”, 17aug2015). Toda essa memória numa pequena gota, aos nos olhos, microscópica…
Logo, uma consequência será inevitável. A Memória continuará a ser imprescindível, porém, cada vez mais, será um assunto bioquímico, matemático e algorítmico. O “acesso” à compreensão dos Objetos (materiais, imateriais, ou digitais) que estão na Memória passará a ser, inevitavelmente, a competência e o serviço a prestar aos Visitantes/Comunidade.
É isso que, de uma forma institucional, a Acesso Cultura já está a proporcionar Hoje.
Esperemos que a Política Pública de Património saiba acolher e potenciar este contributo, e outros, que felizmente estão a acontecer em Portugal.
Pedro Manuel-Cardoso
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