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[Museum] O erro científico que compromete o projeto CERN/LHC?

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] O erro científico que compromete o projeto CERN/LHC?
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Thu, 21 Jul 2016 12:39:00 +0100

            Haverá um erro científico compromete o projeto CERN/LHC?

            Afinal a velocidade-da-luz é sempre refreada por um substrato com massa.

            O valor que foi considerado por todos os cálculos feitos desde Albert Michelson (1926) até 2016 é, afinal, um valor muito menor. Todavia tem sido esse valor que tem sido usado como Constante.

            Mas a consequência mais importante é a concepção presumida no Modelo Teórico da Física (seja por Einstein e pela Relatividade, seja pela Mecânica Quântica) estar parcialmente errada. Verifica-se que o Espaço está separado do Tempo devido ao substrato ser descontínuo, e os intervalos possuírem um comprimento menor do que o diâmetro das partículas testadas (quer para as colisões, quer para a medição da velocidade da luz). Logo, o comprimento do tubo (LHC) não conduz a melhores ou a novos resultados como presume o projeto CERN. Nem é no final do tubo (LHC) que se encontra o melhor local para verificar os resultados da experiência, mas outrossim, na superfície interna do cilindro/tubo na vertical dos pontos de descontinuidade.

            Outra consequência, é obrigar a considerar outra explicação para o afastamento e para a Gravidade das estruturas no Universo (em relação ao ponto-de-observação da Terra), não obrigando à presunção (feita atualmente dogma, «certeza», e «verdade») de que são obrigatoriamente causadas por uma (Big Bang) ou várias “primeiras explosões”.

           

Deste modo, talvez estejamos a assistir a uma mudança científica que nem os mais audazes arriscariam imaginar. Não esquecendo alguns alertas (Craig Hogan, 2012).

           

A questão que justifica esta Mensagem não é tanto terem sido gastos mais de 5 biliões de Euros, e criada uma monstruosa estrutura burocrática de milhares de funcionários e cientistas em redor do CERN/LHC, que agora vai ser muito difícil desmantelar por causa dos empregos e das prestações de serviços que foram criadas. A questão que merece ser debatida é a relação entre o Positivismo e a Fenomenologia. Se se pode Fazer Ciência a Sério sem considerar a relação entre estes dois pólos da Especificidade Humana (antropo-lógica)?

 

Atualmente os Positivistas tentam esconder a Linguagem numa «Outra Linguagem Que As Restantes Não Tenham Acesso». Porém dizem: i) “a Ciência é responder a perguntas concretas”; ii) “partimos destas premissas e destes pressupostos”; iii) “as Conclusões são estas e estas”, etc.. Esta opacidade da linguagem positivista e realista, esta sobrevalorização do seu valor científico (propagandeada por quem financia a Ciência), e a consequente fuga ao escrutínio da Linguagem, talvez não resulte apenas da ingenuidade dos cientistas positivistas, mas também de uma estratégia deliberada e consciente de quem financia esses resultados. Já que assim, desprovidos de crítica e escrutínio, fragilizados por esse isolamento ficam à mercê de quem quer utilizar os resultados para fins não-científicos. Esta expulsão das Ciências Sociais e Humanas (sobretudo da Antropologia) é um acto ideológico e Político que faz parte, aliás, do conhecimento daquilo que é a Especificidade Humana. 

 

O que as Ciências Sociais e Humanas perguntam, vezes sem conta, é sempre o mesmo: - Mas, o que é concretamente o Concreto em cada experiência e em cada cálculo (equação)? Não há um conceito de Realidade e de Objeto subjacente, que não explicitam deliberadamente? O que é a Evidência, e qual é a que foi considerada em cada pergunta e em cada resposta (resultado)? O que é isso de “vácuo” onde supostamente a luz alcança 299.792.458 metros por segundo? Esse “vácuo” será um sítio sem partículas, como diz Einstein e a Mecânica Quântica? Ou será que a Luz afinal desloca-se e é refreada por um substrato a uma escala menor do que a de Planck, e o Espaço está afinal desligado do Tempo? E que objetividade tem afirmar que uma coisa «não tem massa»? Como é estabelecido o ponto inicial e o ponto final daquilo que se calcula? Como se ajeita estatisticamente as convenções desses inícios e fins nos atuais cálculos? Qual é o sistema de coordenadas que se estabeleceu a priori? Onde estão os critérios da relevância que se usaram para decidir da importância dos resultados e assimetrizar o valor?

Afinal a Objetividade não está mascarada destas Subjetividades?

 

Logo, os Positivistas/Realistas partem da linguagem e, no final, necessitam outra vez da linguagem. Quer para conseguirem ter compreensão/consciência para si próprios desses resultados que alcançam e das perguntas que fazem para definir o que procuram; quer para comunicarem os resultados. Assim sendo, cabe às Ciências Sociais e Humanas (sobretudo à Antropologia) entrar nessa linguagem colocada politicamente à parte, e explicitar e escrutinar o que diz e o que faz. Foi por causa deste silêncio que em 2011, na Universidade Nova de Lisboa (FCSH), apresentei o “Manifesto Contra a Antropologia Silenciada”.

Se se fizesse este trabalho verificar-se-iam os inúmeros “erros” que são cometidos por não haver esse escrutínio (interdisciplinaridade).

É prudente nunca esquecer que o “método científico” é sempre uma “modelação da realidade”. Isso significa que transforma a Realidade numa realidade que mais convém ao observador. Logo, parte de uma invenção, para depois a apresentar muito rigorosamente calculada ou matematizada.

Descartes é, com justiça, considerado um dos originadores da atual Ciência. Todavia é bom não esquecer que o “Discurso sobre o Método para bem conduzir a Razão na busca da Verdade dentro da Ciência” (Descartes, 1637) também pretendia estabelecer um modelo quase matemático para conduzir o pensamento humano (porque na sua perspetiva a matemática teria por característica a certeza e a ausência de dúvida). Porém é o próprio Descartes que desvenda donde partiu toda essa «certeza». Passo a citar as suas próprias palavras: “a inspiração deveu-se a três sonhos que me ocorreram na noite de 10 para 11 de novembro de 1619”. Foi daí que veio [nas palavras do próprio Descartes] "a ideia de um método universal para encontrar a verdade". Ou seja, a «verdade» nasceu de um «sonho»; a «realidade» saiu de uma «ficção». Ora Descartes nasceu em La Haie, em França, em 1596. Logo esse sonho ocorreu quando tinha 23 anos de idade (!).

 

Em suma, a história repete-se. O erro é cometido vezes sem conta. Mas parece que há uma instrução a priori que obriga ao Esquecimento… O sonho de Descartes está correto, é a junção da fenomelogia com o positivismo que faz avançar o Conhecimento. Portanto, o que está errado talvez seja o sonho unilateral da Ciência Positivista.

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 





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