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[Museum] A Consciência de Du Zhenjun

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] A Consciência de Du Zhenjun
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Sun, 30 Oct 2016 17:03:37 -0000

            O Museu do Oriente (Fundação Oriente) continua a apresentar Exposições relevantes.

            A aposta na idiossincrasia dos Autores permite explorar dimensões e escalas Humanas mais amplas.

            Em vez de megaprojetos curadoriais, privilegia o caminho da Diferença e da Especificidade.

            O trabalho de Du Zhenjun na exposição “China Hoje: A Desafiar os Limites” (curadoria de Helena Silva Correia) é excepcional. A visão prospetiva de Du Zhenjun oferece a compreensão do que seria prosseguir a lógica-de-Ser e a lógica-de-Fazer da contemporaneidade.

            Perante as suas Obras (Conflict of Laws, 2010; Flood, 2010; Wind, 2010; Accident, 2010; Independence Day, 2010; Snow, 2010; Carnaval, 2011; Eating, 2012), a «Visão 2035 do Estuário do Tejo» e o crime contra o Património que lá se perpetra é um cenário optimista. Parece, afinal, que ainda vai ser pior. Que ainda tenho mais razão do que julgava.

            «Lisboa: Paisagem Cultural Protegida e Património da Humanidade» é, depois de ver o trabalho de Du Zhenjun, mais do que urgente.

            O “Direito Público à Paisagem” --- uma Paisagem decidida pela Cultura e pela Cidadania --- é Hoje necessário. Ontem já era tarde. Um Direito Público à Paisagem que se sobreponha ao atual vandalismo da arquitectura, design e urbanismo.

            Cabe aos atuais Responsáveis pelo Património e Cultura, e a quem Governa, prepararem essa mudança legislativa. Pois é através dela que será possível exercer na prática esse Direito ao Património. Não basta apenas explicitar esse conteúdo legal, é necessário escrever no texto da Lei que ela se sobrepõe hierarquicamente a todos os Planos Urbanísticos, Arquitectónicos, e outros, que interfiram com a transformação da Paisagem.

            A Decisão deve obrigar a que se passe do atual «corporativismo da arquitetura, urbanismo e construção civil» para a Democracia escrutinada. Porque Hoje a Sociedade e a Cultura não podem ficar reféns dos interesses de uma pequena parte, em prejuízo do interesse da Identidade Colectiva de um País e de um Território. O crime que infligem ao Património de uma Nação não pode ser permitido. Nem é legítimo que silencie e torne inoperantes os contributos dos múltiplos agentes e criadores que a constituem.

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 





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