Manifesto pelo Impronuncialismo Apresentação pública Oficina Žilĕch & Pedro Manuel-Cardoso 17dez2017| 11h | Gleba da Serra da Estrela | Guarda | Portugal 1. O Impronuncialismo faz parte da Existência, logo, é Vida. Viver, construindo uma Ficção criada por Imagens Mentais vindas da Consciência-de-Si. Em busca de um modo-de-fazer-a-Realidade sempre novo. Tendo em consideração que, na atualidade, esse novo modo-de-fazer-a-Realidade tem forçosamente que ser diferente das seguintes nove modalidades: axiologia, cosmologia, epistemologia, estética, ética, metafísica, ontologia, política, teologia. Logo, a finalidade (espírito) é a Transformação; e a razão, como todas as outras, só é capaz de alcançar uma Ficção (que vulgarmente se designa por «Real» ou «Realidade»); usa a consciência-de-si para provocar essa metamorfose. O Impronuncialismo expressa e sinaliza a Especificidade Humana através de níveis e graus de complexidade, e não através do determinismo Adaptativo e Selectivo. Isto é, através da Estratégia, e não das tácticas conjunturais de sobrevivência ou dos objetos que usa e manipula, incluindo o objeto vulgarmente designado por «corpo-humano». 2. O Impronuncialismo é uma Metodologia de Ação e de Investigação. Prossegue um caminho aparentemente sem finalidade. Ou talvez não, e seja dotado de uma teleonomia (como Aristóteles ou Kant acreditaram), nesse caso será - a da Transformação. Foi fundado em 1984 por Pedro Manuel-Cardoso. Usa e transforma o Corpo-do-Ser que habita e manipula o objeto vulgarmente designado por «corpo-humano» (isto é, o «Objeto/Corpo-que-pensa-compreende-sente-e-observa-o-mundo-e-a-natureza», o «Objeto/Corpo que deteta, analisa, classifica, e codifica os sinais-de-diferença e sinais-de-distinção», o «Objeto/Corpo cuja principal habilidade é a codificação» ou «Objeto/Corpo-Codificador-da-Diferença», vulgarmente designado por «corpo-humano») de modo a produzir um Artefacto (objecto, ideia, coisa) que permita alcançar um diferente modo-de-agir-e-de-reagir com a matéria (Natureza) e com a energia (Cultura), tentando acrescentar mais um modo-de-fazer-a-Realidade (um novo Heterónimo) aos nove que o Corpo-do-Ser-Humano foi capaz de realizar até ao momento. Assim sendo, também passa a explorar «a Parte Física da Especificidade Humana» anterior à química, à biologia, à história, à sociedade, à etnologia, e à cultura. A primeira “Exposição” pública ocorreu na LxFactory/Lisboa em 2012 designada: “17 Artefactos Impronunciáveis”. Em 9julho2016 foi apresentada a obra “A Ilusão da Diferença”. Em 14junho2016 foi apresentada a obra designada “Beyond Scales”. E outras, que perfazem atualmente dez. 3. Se a Transformação é inevitável, então, podemos tentar antecipar o que ela será. Se perguntarmos a nós próprios qual o fazer que seria diferente de todos os que até agora foram feitos, teríamos, para discernirmos o que seria diferente, que começar por inventariar os que foram feitos até ao momento. O Impronuncialismo ajuda a essa tarefa e a essa consciência. 4. O Impronuncialismo não se pode dizer. É do foro das condições epistemológicas inerentes ao próprio processo de Conhecimento, e à própria condição ontológica do ser-aqui-e-agora. Exige uma Transformação naquilo que hoje designamos por «Ser-Humano». Era preciso estar lá, nesse lugar-transformado, ao qual ainda não chegámos. Sermos isso que ainda não somos. Ora isso é impossível antes. Logo, não se pode pronunciar daí, desse lugar que ainda não nos aconteceu. Apenas imaginando-o o podemos conceber, mas isso não é automaticamente termos conseguido transformarmo-nos. Esta é a razão do seu nome. (Pedro Manuel-Cardoso, 2016) |