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[Museum] ICOM Portugal: ELEIÇÕES 27março2017. A Legitimidade da Representação e a Deontologia

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] ICOM Portugal: ELEIÇÕES 27março2017. A Legitimidade da Representação e a Deontologia
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Mon, 9 Jan 2017 17:03:23 -0000

 

            No próximo dia 27março2017 realizar-se-ão as Eleições para o ICOM Portugal.

            O ICOM Portugal é uma das principais instituições representativas dos profissionais responsáveis pela gestão do Património em Portugal.

            Essa representação vai ser, mais uma vez, escrutinada.

            É um momento importante. E sê-lo-á sempre, enquanto o ICOM Portugal for verdadeiramente representativo da diversidade dessa comunidade profissional. E enquanto mantiver uma efetiva independência e autonomia em relação a todos os interesses, entidades, e corporações que intervêm no processo de Gestão do Património. A Ética e a Deontologia do ICOM/UNESCO assim o exigem.

            Exatamente por isso, neste momento de mudança, existem motivos para uma legítima preocupação.

            Para não alongar a história desse percurso, e reduzindo os antecedentes, verificamos que nas Direções do Doutor Luís Raposo, e na atual Direção do Doutor José Alberto Ribeiro, essa independência e autonomia manteve-se.

            É essa condição que legitima a representatividade e a credibilidade do ICOM Portugal.

            Espera-se, por isso, que qualquer que seja a mudança, o ICOM Portugal não fique prisioneiro e subjugado pelo Estado através da Direção-Geral do Património Cultural.

            Essa seria uma traição feita à Deontologia e à Ética do Património, à legitimidade da representação do ICOM Portugal, aos Profissionais da Gestão do Património, e ao legado de todos os que se bateram por essa autonomia.

            Porque sem essa independência o Património fica à mercê dos interesses que o ameaçam, seja através do Estado ou de outros.

            A desenfreada construção civil e obras-públicas nas margens do «Estuário do Tejo», e na «Zona Santa Apolónia – 24 Julho – Belém – Cruz Quebrada», são apenas um exemplo dos perigos que advêm do controlo do ICOM Portugal pelo Estado e pela Direção-Geral do Património Cultural.

            A participação neste Debate, e a atenção que deve merecer, talvez não deva ser menosprezada.

Pedro Manuel-Cardoso

 


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