Na próxima Primavera (31março2017) as Conferências na Universidade de Stanford (USA) promovidas pela American Ethnological Society mostram o Relativismo Cultural na sua atual pujança. Através das narrativas das Conferências (ver link no Anexo) compreende-se esse modo particular de Construir a Realidade, característico da Cultura Anglo-Saxónica e Estadudinense, iniciado a partir dos anos-1960. Que influencia ainda hoje os curriculae das ciências ditas sociais e humanas nos países europeus, e um pouco por todo o mundo que mantém uma dependência dessa atual “Cultura do Ocidente”. Se juntarmos todas essas palavras e todos esses motivos num único texto essa evidência torna-se ainda mais nítida. Permite que o Património capte essa ideologia num «objeto», doravante podendo fazer parte da Coleção «Relativismo Cultural: um modo humano de construir a realidade no ano de 2017». Tal como se pode constatar no Programa Preliminar (ver link no Anexo) os temas e as disciplinas passaram para a periferia dos assuntos e dos investimentos em Ciência, ficando nos departamentos e universidades menos prestigiadas do sistema de ensino americano, maioritariamente frequentadas por imigrantes ou minorias sociais. Porém, nos países periféricos e menos desenvolvidos (incluindo a Europa) esses temas são apresentados por muitas universidades como sendo a vanguarda do conhecimento (por exemplo em Portugal, até há muito pouco tempo, a Fundação Calouste Gulbenkian tinha um Programa curatorial deste tipo). Consequentemente, o impacto dos resultados do Conhecimento e da Investigação tendem para o Protesto ou para a Crítica ao establishment sem qualquer possibilidade de Intervenção Transformativa. Este uso do Relativismo Cultural serve ao poder dominante (o neo-liberalismo dos Leviathans multinacionais, e dos detentores no Estado do poder legislativo, judicial, militar, e de segurança) de ferramenta de controlo e vigilância. Ao mesmo tempo que financia o sistema de ensino universitário massificado através de uma percentagem do salário das classes socio-económicas com menores rendimentos, que são atraídas por um diploma como sinal de uma ilusória ascensão social, e de um pretenso conhecimento científico atualizado e efetivo. Deste modo o Relativismo Cultural torna-se num objeto patrimonial muito peculiar (um «objeto ideológico e político») usado numa determinada época (a atual), por um sistema ideológico e político designado «Neo-Liberalismo séc. XX e XXI». Portanto, um «objeto/coleção patrimonizável (museologizável)» que faz parte das novas exigências de compreensão que a Gestão do Património devia adoptar (ver “Léxico de Patrimologia”, 2015). Mas o mais importante aqui na Museum List talvez seja compreender este artifício e esta manipulação. Como através do Património (da patrimonização/ da gestão do Património) essa consciência é possível ser obtida pelx Visitante. Logo, enfatizar um dos principais benefícios do Património alheio a uma medida de sucesso baseada apenas nas estatísticas quantitativas das visitas-a-correr. Pedro Manuel-Cardoso |
AES 2017 Preliminary Program American Ethnological Society Annual Meeting Stanford University.pdf
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