''A Cidade Global era como um centro comercial no Século XVI.''
É uma das expressões com que podemos sintetizar o modo propangadístico com a exposição que decorre no Museu Nacional de Arte Antiga.
Um debate lúcida deve sem dúvida prosseguir. O que para nós continua em causa é a Cidade Global. O que é uma Cidade Global?
O conceito tem uma história, uma função, um itinerário retórico e um contencioso.
Em minha opinião, a questão foi desfocada ao centrar-se na ''autenticidade'' dos quadros, que é exactamente o terreno mais escorregadio. Os quadros são autênticos, estão, neste momento, no Museu Nacional de Arte Antiga, bem visíveis para quem pague o bilhete. Na verdade, há muito de invisível nos quadros, estão pendurados na parede, protegidos por um vidro. Sendo sem dúvida autênticos, como objectos expostos, pouco se sabe acerca do que são. São antigos, eu também, tenho sessenta e seis anos cumpridos.
A questão que se impõe é sem dúvida a Cidade Global.
Deixo a minha primeira contribuição.
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Manuel de Castro Nunes