Recentemente assistiu-se ao mediático e azedo episódio de uma Conferência anulada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O tema dessa Conferência copiava as centenas que sobre o mesmo assunto atualmente ocorrem nas universidades dos Estados Unidos da América (EUA), sobretudo após a eleição do atual Presidente. Constatou-se que, mais uma vez, o Dualismo tomou conta do comportamento humano no processo de esgrimir argumentos e razões. Uns contra os outros como o sim contra o não, a esquerda contra a direita, os bons contra os maus, o menos contra o mais, e assim sucessivamente. É triste ver o Ser-Humano dentro dessa prisão cognitiva, sempre demasiado ingénua e oportunista. Ora o Património e a Antropologia podiam ajudar a contextualizar esse Debate. E é nesse sentido que se justifica esta referência aqui na Museum Lista. Hoje, através do Património (e do legado que está patrimonizado nos museus e instituições congéneres) poder-se-ia construir um outro olhar e uma perspetiva diferente sobre a questão da Liberdade, da Justiça, e da Diversidade a propósito dos fenómenos designados por «populismo», «nacionalismo», «liberalismo» ou «esquerdismo». A pertinência deste assunto radica no facto de tratar-se da «história da governação da Polis», do «governo de todos nós por nós mesmos», e do «comportamento das instituições e corporações que dominam o Poder». E também, do lugar do Indivíduo nessa teia ecológica que constitui o atual Contexto. Os conflitos incontrolados e o Dualismo enquanto ideologia destroem o Património. Uns queimam e fazem explodir o que é conotado com os Outros. Num processo sem fim nem solução. A sugestão que aqui coloco é formatarem o Debate de modo diferente. Não copiarem o Dualismo e o Relativismo que vem do Estrangeiro. Porque tem sido a principal causa da decadência das ditas «Ciências Sociais e Humanas» nas universidades ditas «periféricas», incluindo Portugal. Razão pela qual se transformaram em sedes de lóbis políticos e de reivindicação de assuntos sociais, que confundem a Ciência com o jornalismo e a política. Caindo no niilismo de explicarem a sociedade pelo social, o indivíduo pelo comportamento, e a cultura pelo cultural. São milhares de livros e artigos assim escritos, que exibem essas conclusões a priori. Enfim, um produto exportado com fins políticos e económicos, que destrói a capacidade de criar Conhecimento novo e diferente por parte dessas universidades ditas «periféricas». No passado dia 20Fev2017 realizámos o Debate “ANTROPOLOGIA E JUSTIÇA: O erro de Jonh Rawls” (ver http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg16599.html)
Agora, sobre a «Polémica ocorrida na FCSH-UNL» talvez fosse útil recorrer à Antropologia. Transformando o Debate na procura de Respostas para as seguintes Perguntas:
Em Português, sim. Mas também em inglês. Para possibilitar ser re-exportado para os sítios universitários que nos enviam para cá esse lixo. Pedro Manuel-Cardoso |
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