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[Museum] POLÉMICA na FCSH-UNL: O contributo do Património e da Antropologia para clarificar o Debate

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] POLÉMICA na FCSH-UNL: O contributo do Património e da Antropologia para clarificar o Debate
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Wed, 15 Mar 2017 16:26:55 -0000

 

                Recentemente assistiu-se ao mediático e azedo episódio de uma Conferência anulada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

                O tema dessa Conferência copiava as centenas que sobre o mesmo assunto atualmente ocorrem nas universidades dos Estados Unidos da América (EUA), sobretudo após a eleição do atual Presidente.

                Constatou-se que, mais uma vez, o Dualismo tomou conta do comportamento humano no processo de esgrimir argumentos e razões. Uns contra os outros como o sim contra o não, a esquerda contra a direita, os bons contra os maus, o menos contra o mais, e assim sucessivamente. É triste ver o Ser-Humano dentro dessa prisão cognitiva, sempre demasiado ingénua e oportunista.

                Ora o Património e a Antropologia podiam ajudar a contextualizar esse Debate. E é nesse sentido que se justifica esta referência aqui na Museum Lista.

                Hoje, através do Património (e do legado que está patrimonizado nos museus e instituições congéneres) poder-se-ia construir um outro olhar e uma perspetiva diferente sobre a questão da Liberdade, da Justiça, e da Diversidade a propósito dos fenómenos designados por «populismo», «nacionalismo», «liberalismo» ou «esquerdismo».

                A pertinência deste assunto radica no facto de tratar-se da «história da governação da Polis», do «governo de todos nós por nós mesmos», e do «comportamento das instituições e corporações que dominam o Poder». E também, do lugar do Indivíduo nessa teia ecológica que constitui o atual Contexto. Os conflitos incontrolados e o Dualismo enquanto ideologia destroem o Património. Uns queimam e fazem explodir o que é conotado com os Outros. Num processo sem fim nem solução.

                A sugestão que aqui coloco é formatarem o Debate de modo diferente. Não copiarem o Dualismo e o Relativismo que vem do Estrangeiro.

                Porque tem sido a principal causa da decadência das ditas «Ciências Sociais e Humanas» nas universidades ditas «periféricas», incluindo Portugal. Razão pela qual se transformaram em sedes de lóbis políticos e de reivindicação de assuntos sociais, que confundem a Ciência com o jornalismo e a política. Caindo no niilismo de explicarem a sociedade pelo social, o indivíduo pelo comportamento, e a cultura pelo cultural. São milhares de livros e artigos assim escritos, que exibem essas conclusões a priori.

                Enfim, um produto exportado com fins políticos e económicos, que destrói a capacidade de criar Conhecimento novo e diferente por parte dessas universidades ditas «periféricas».

                No passado dia 20Fev2017 realizámos o Debate “ANTROPOLOGIA E JUSTIÇA: O erro de Jonh Rawls” (ver http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg16599.html)

 

ANTROPOLOGIA E JUSTIÇA:

“Como podemos chegar a um entendimento comum sobre o que é Justo?” (J. Rawls, 1971). Apenas a Equidade e o Estado permitem isso? Porque a Liberdade tem que ficar prisioneira da Igualdade, do Igualitarismo, do Relativismo, do Multiculturalismo, e da perda de Identidade? Como a Antropologia dialoga com o Contrato Social de Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, do Sociologismo, e outros? Porque os dados da Etnografia permitem mostrar o «erro» (e a opção ideológica) de John Rawls em “Uma teoria da Justiça” (1971, Harvard).

 

 

                Agora, sobre a «Polémica ocorrida na FCSH-UNL» talvez fosse útil recorrer à Antropologia. Transformando o Debate na procura de Respostas para as seguintes Perguntas:

 

 

1. INSTEAD «TRUMP», FOR THE ANTHROPOLOGY, THE QUESTION SHOULD NOT BE:: “I. Why humans of the United States said 45 times «Trump» since 1789? II. Why humans for 60,000 years, always elected «Trump» to rule? III. Why humans choose always the same logic to be governed? IV. Is not the same «algorithm of dualism and isomorphic symmetry» which is encoded in the sapiens brain? V. Why is it wrong to choose another logic in evolutionary and adaptive terms?  VI. Why the human species, as it is, can't change this encoding in the brain? VII. Why the brain is a programmable machine from outside? VII. The Trumpism and anti-Trumpism are not the same thing? And are not funded and founded by the same Author and Logic?

 

2. INSTEAD «TRUMP», FOR THE ANTHROPOLOGY, THE QUESTION SHOULD NOT BE: I. Why the Isomorphic Symmetry and Dualism are a behavior encoded in the human mind? II. Anthropology should answer the question: Why Diversity is so dangerous? Why Diversity solves the Dualism? III. Why all political regimes (fascism, dictatorship, democracy, etc.) prevent the Diversity as an alternative to govern human societies? IV. Why all political regimes (fascism, dictatorship, democracy, etc.) use the Dualism to govern human beings? V. Why the «isomorphic symmetry» that dominates the Dualism (majority/minority; yes/no; us/others) is a structure of behavior used to govern human societies?

 

3. INSTEAD «TRUMP», FOR THE ANTHROPOLOGY, THE QUESTION SHOULD NOT BE: “I. How «Trump Protests» helps to solve the Gödel incompleteness theorem, Dualism, and Cultural Relativism (so powerful, for example, in the AES 2017 Conferences at Stanford University next 31 March 2017)? II. Where is, in these ethnographic facts, the premise outside of the current concept of Homo sapiens sapiens that makes the explanation possible?

 

 

                Em Português, sim. Mas também em inglês. Para possibilitar ser re-exportado para os sítios universitários que nos enviam para cá esse lixo.

Pedro Manuel-Cardoso

 


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