A Diversidade é o inimigo. Quando o desígnio é a União (a mistura, a diluição, a multiculturalidade, a perda de fronteiras para a ocupação por um novo Poder, etc.) a Diversidade é o inimigo principal. Quaisquer Uniões Políticas (sejam as do passado, do presente, ou as futuras) farão sempre assim. É sempre esse modo de Regere Fines. A Diversidade é sempre a coisa a abater. Primeiro retira-se-lhe a singularidade. Passa a geral e estatal. Depois de diluída, de se lhe retirar a energia que produziria a Diferença, oferece-se aos novos Senhores da União como um presente inócuo e apenas contemplativo. Há uns dias, aqui na Lista Museum, escrevi: «Portugal está a perder terreno enquanto País e Cultura independente. Isto é, enquanto uma Identidade com expressão própria cuja idiossincrasia traz benefício à Diversidade Humana». Talvez este caso de Conimbriga seja mais um episódio a confirmar este Fado. Pedro Manuel-Cardoso |
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