Adiante, junto envio, deste lado oeste do Atlântico, os 10 Temas que foram debatidos e as 7 Conclusões do «PRIMEIRO CONGRESSO DE IMPRONUNCIALISMO» que terminou esta manhã em Nova Iorque. Ver Anexo. Pedro Manuel-Cardoso 1º Congresso de IMPRONUNCIALISMO 1st Congress of the IMPRONUNCIALISM 1er Congrès de l’IMPRONUNCIALISME IMPRONUNCIALISM の第 1 回会議 1. Kongress der IMPRONUNCIALISM المؤتمر الأول إيمبرونونسياليسمو 首届大会的 IMPRONUNCIALISM 1-й съезд IMPRONUNCIALISM 1 Kongres IMPRONUNCIALISM 1 का IMPRONUNCIALISM के IMPRONUNCIALISM 의회 Oficina Žylĕch| Pedro Manuel-Cardoso (org.) http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg16936.html 20May2017| 11h | Central Park | Manhattan | New York City 10 THEMES AND ISSUES IN DEBATE 10 TEMAS E ASSUNTOS EM DEBATE 1. Porque, para o discernimento Humano, todas as Definições – na física, na química, na biologia, nas comunidades, em quaisquer filosofias – são sempre uma Localização? 2. Porque o Impronuncialismo é o mesmo Lugar onde Descartes criou o “Método para bem conduzir a Razão, e procurar a Verdade pela Ciência” na noite de 10 para 11 de novembro de 1619, passado a papel somente em 1637? E outros criaram as verdadeiras Obras? 3. Porque o Impronuncialismo é sempre o primeiro Fazer? E nunca o Fazer das cópias, isto é, o Fazer dos robots moleculares, ou dos «corpos-dos-fenotipos» vulgarmente designados por «corpo-dos-seres vivos»? 4. Porque o Impronuncialismo aceita as Coisas e os Fenómenos na singularidade indecomponível daquilo que as/os impulsiona, pressupondo que isso é uma entidade física e não metafísica, que está numa Escala que ainda não conseguimos alcançar por uma mera questão técnica? 5. Porque o Impronuncialismo não aceita as Coisas e os Fenómenos pelas «interpretações que atualmente fazemos deles/as», nem pelos «usos que atualmente lhes damos aqui-e-agora», nem aceita explicá-los pelas «atuais táticas conjunturais de Adaptação, e pelos respetivos morfismos e catástrofes topológicas (formas e morfologia)»? 6. Porque o Impronuncialismo exige uma Transformação naquilo que hoje designamos por «Ser-Humano»? 7. Porque as obras de Impronuncialismo são e não-são simultaneamente? São e não, no silêncio de si, apenas, uma singularidade indecomponível? 8. Porque o Impronuncialismo está para além, e fora, da Dualidade («-/+», «sim/não», «yin/yang», «caim/abel», «verso/anverso», «e/ou», e todas as outras? 9. Porque as obras do Impronuncialismo estão aquém e para além da Evidência, e permanecerão para lá de cada fim individual ou coletivo? Antecedem o significado e a evolução da Diferença impossibilitando serem captados pelo pensamento e pelo cérebro? 10. Porque no Impronuncialismo aquilo que define ou representa as obras é sempre uma cópia, e uma ofensa que se lhes faz? | 7 CONCLUSIONS 7 CONCLUSÕES 1. OBJETIVO DO IMPRONUNCIALISMO 1. PURPOSE OF THE IMPRONUNCIALISM Na prática, o objetivo do Impronuncialismo visa uma Re-Substanciação que permita, a cada indivíduo, alcançar uma singularidade indecomponível perpétua. Logo, não visa «comunicar», nem quaisquer outros propósitos. In practice, the goal of the Impronuncialism is aimed at a Re-Substantiation to allow the Individual to reach a Perpetual Indissoluble Singularity. Thereby, aims not to communicate, or any other purposes. |
2. A «INFORMAÇÃO» CONCEBIDA COMO «MATÉRIA». 2. THE INFORMATION CONCEIVED AS PHYSICAL MATTER. 2.1. A discussão sobre a definição de «Vida» e sobre o Método que atualmente é usado para a pesquisar mostra um impasse entre três indecomponibilidades: Física-Química-Informação. Entre três tipos de matéria. 2.2. De facto, desde a experiência de MILLER-UREY (1953), passando pela experiência de Markus RASLER (2014), até ao método de Christoph ADAMI usado atualmente pela NASA (2015), verificamos que cada autor elege, SEM ÊXITO, ora uma ora outra dessas três entidades/substâncias. Não apenas para a descrição do fenómeno da «Vida» como para a explicação da sua causa/origem. A resiliência dessas três entidades/partes, enquanto realidades indecomponíveis e indissolúveis, mantém-se na historicidade das definições de «Vida». 2.3. Essa REALIDADE TRIPARTIDA já tinha sido discernida pela Etnografia várias vezes. Concretamente: i) Nos mitos e narrativas das sociedades ditas «sem-escrita», quer através da «Tri-Funcionalidade do Indo-Europeu» por G. DUMÉZIL, quer nos «três diferentes tipos de Trocas que organizavam essas Sociedades e Culturas» por C. LÉVI-STRAUSS; ii) A mesma «relação entre três entidades» ocorre também nos «Livros-Chave das atuais Grandes Religiões» (Hinduísmo, Budismo, Islamismo, Catolicismo, e respetivas derivações). 2.4. A Conclusão que o Iº CONGRESSO DO IMPRONUNCIALISMO (2017) sugere é que se passe a considerar essas três entidades como coisas/substâncias com igual estatuto físico no seio da Matéria/Energia. A «INFORMAÇÃO» deixa de ser uma «relação», ou algo imaterial e não-físico, ou uma «coisa diferente da Física e da Química», para passar a ser também feita de partículas, provavelmente a uma Escala diferente, terminando o impasse e a dualidade entre «artificial vs. natural» e entre «informação/quântico vs. matéria/coisa». Provavelmente esse impasse e essa percepção derivam de um erro/limite do atual sistema perceptivo humano. 2.5.1. Ver o «Sistema AVIDA» de Christoph ADAMI (2015), e os respetivos “biomarcadores”/“bioassinaturas” enquanto «distribuições estatísticas com um padrão peculiar» como forma de medir a «Vida» evitando as pré-concepções e pré-juízos humanos. 2.5.2. Ver também: Markus A. KELLER, Alexandra V. TURCHYN, Markus RALSER, 2014, “Non‐enzymatic glycolysis and pentose phosphate pathway‐like reactions in a plausible Archean ocean”. NATURE (2014) 10, 725: Molecular Systems Biology. Published online 25.04.2014 [DOI 10.1002/msb.20145228]. 2.5.3. Ver a história das definições de «Vida»: J.B. LAMARCK (1802), Ludwig BÜCHNER (1855), Rudolf VIRCHOW (1855), Ernst HAECKEL (1866), T.H. HUXLEY (1868), Justus von LIEBIG (1868), J. BROWNING (1869), L. S. BEALE (1871), H. C. BASTIAN (1872), Claude BERNARD (1878), Friedrich ENGELS (c. 1880), Herbert SPENCER (1884), August WEISMANN (c.1890), Wilhelm PFEFFER (1897), A.B. MACALLUM (1908), A. PETTER (1923), Alexander OPARIN (1924), J. H. WOODGER (1929), Ludwig von BERTALANFFY (1933), Niels BOHR (1933), Erwin SCHRÖDINGER (1944), J. ALEXANDER (1948), J. PERRETT (1952), MILLER-UREY (1953), R. D. HOTCHKISS (1956), Norman HOROWITZ (1959), Herman MULLER (1966), John BERNAL (1967), Jacques MONOD (1970), Lila GATLIN (1972), P. FONG (1973), Leslie ORGEL (1973), John MAYNARD SMITH (1975), E. ARGYLE (1977), Clair Edwin FOLSOME (1979), Manfred EIGEN (1981), E. H. MERCER (1981), E. HAUKIOJA (1982), Peter SCHUSTER (1984), V. CSÁNYI e G. KAMPIS (1985), R. SATTLER (1986), S. LIFSON (1987), Gerald EDELMAN (1988), Christopher LANGTON (1989), A. BELIN e J. D. FARMER (1992), Stuart KAUFFMAN (1993), A. de LOOF (1993), Claus EMMECHE (1994), NASA (Gerald JOYCE, 1994), André BRACK (1996), Sidney FOX (1996), Tibor GÁNTI (1996), Jesper HOFFMEYER (1996), Abir IGAMBERDIEV (1996), Francisco VARELA (1996), F. HUCHO e K. BUCHNER (1997), R. S. ROOT-BERNSTEIN e P. F. DILLON (1997), Kalevi KULL (1998), Huber YOCKEY (2000), Thomas SEBEOK (2001), David ABEL (2002), David KOSHLAND (2002), Edward TRIFONOV (2002), Markus RASLER (2014), Christoph ADAMI (2015). |
3. MUTAÇÃO EM HOMO SAPIENS SAPIENS: A perda de «género» e a ruptura do «Ser» com «o atual-Corpo». 3. MUTATION IN HOMO SAPIENS SAPIENS: The loss of 'gender' and the rupture of the ‘Be’ with the ‘Body’. 3.1. Atualmente é já possível constatar empiricamente a ocorrência de uma mutação na espécie designada homo sapiens sapiens. 3.2. Uma cisão que, tendo em consideração a atual teoria da evolução, provavelmente dará origem a uma nova espécie biológica até ao início do próximo milénio. 3.3. Cuja principal diferença em relação aos indivíduos que permanecerão em homo sapiens sapiens residirá na capacidade de transformar artificialmente o suporte molecular e bioquímico vulgarmente designado por «corpo-humano», aumentando exponencialmente a capacidade de sobrevivência/adaptação/continuidade. 3.4. Nem todos os atuais corpos, nem a maioria dos indivíduos da atual espécie humana conseguirão dominar essa nova habilidade. O que provocará o natural afastamento entre as espécies (populações). Exatamente como ocorreu no passado durante o percurso filogenético. 3.5. Os debates morais e éticos não conseguirão estancar ou evitar esta mutação. O decreto da Santa Sé de 2008, a consignar como “pecado” a manipulação genética, e a vulgarização de técnicas como o “CRISP”, ou os projetos “ReAnima” e “Encode”, são um exemplo desse confronto e dessa impotência. |
4. ALCANÇAR A ESCALA DOS «CÓDIGOS DA VIDA» TRARÁ A MANIPULAÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO. 4. ACHIEVE THE ‘SCALE OF LIFE CODES’ WILL BRING THE HANDLING AND TRANSFORMATION. 4.1. Hoje há algoritmos a funcionar que um ser-humano, manualmente, levaria 10 mil anos a escrever (por exemplo, o cálculo do «Problema Booleano dos Trios Pitagóricos» apresentado em Bordéus na Conferência Internacional de Tecnologia em 9/09/2016). Porém, os que operam naturalmente no ADN exigem, com o mesmo critério de avaliação/medida, cerca de 100 mil anos. Os computadores capazes desse alcance estarão disponíveis num prazo menor do que 50 anos. Sendo expectável que nessa data se possa manipular os programas e as codificações inscritas e herdadas da Natureza (RNA, ADN). 4.2. A Transformação provocada pela manipulação dos «códigos da Vida» obrigará a introduzir essa Variável na atual Teoria da Evolução de raiz darwiniana (ver Pedro Manuel-Cardoso, SPAE, 2016) |
5. OS «NOVOS MATERIAIS» MUDARÃO O PARADIGMA TECNOLÓGICO. 5. THE ‘NEW MATERIALS’ WILL CHANGE THE ‘TECHNOLOGICAL PARADIGM’. O Metal de Hidrogénio, juntamente com os Novos Materiais criados artificialmente, irá revolucionar o atual paradigma tecnológico. Por exemplo, o Ununtrium (Uut), Ununpentium (Uup), Ununseptium (Uus) e Ununoctium (Uuo) que, inclusive, já foram incluídos na Tabela Periódica, e confirmados pela IUPAP (União Internacional de Física Pura e Aplicada) e pela IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada). |
6. O NOVO «CONCEITO DE OBJECTO» MUDARÁ O «CONCEITO DE REALIDADE», SEPARANDO «DIFERENTES TIPOS DE FAZER». 6. THE NEW ‘CONCEPT OF THE OBJECT’ WILL CHANGE THE ‘CONCEPT OF REALITY’, SEPARATING ‘DIFFERENT TYPES OF DOING’. Ver “Conceito Heptadimensional de Objeto” e “Teoria do Fazer” (Pedro Manuel-Cardoso, 2012). |
7. SERÁ POSSÍVEL MEDIR «O QUE SE DESIGNA POR COMPORTAMENTO OU AGIR HUMANO» ATRAVÉS DE UMA EQUAÇÃO? 7. WILL IT BE POSSIBLE TO MEASURE THROUGH AN EQUATION THE ‘HUMAN BEHAVIOR’? 6.1. A Equação do Agir Humano [Ge.(Mo.Fi.Ag.Il.Mi.Al.Lu.Pa.)/Ep.Tp.] proposta por Pedro Manuel-Cardoso em 2015 oferece a possibilidade de se quantificar, comparar, classificar, e prever o comportamento humano, independentemente, quer das lógicas adaptativas específicas de cada contexto ecológico particular, quer das diferentes lógicas sociais que se sucederam na Filogenia e na História. 6.2. A «Informação concebida como Matéria» (Conclusão 1) juntamente com esta Equação (sucessivamente melhorada) permitirá calcular os «desvios da norma» (vulgarmente designados por «doenças» do corpo/suporte), e «curar» através de um procedimento matemático (Informacional) antes da intervenção química ou regenerativa. |
PARTICIPANTES PARTICIPANTS 65% trabalham em projetos científicos diretamente ligados à transformação física e bioquímica da Natureza e do Corpo Humano. 20% trabalham em projetos de matemática, IA, robótica molecular, e engenharia informática aplicada à biotecnologia. 10% trabalham em projetos teóricos e conceptuais na área da filosofia, arte, e hermenêutica. 5% não trabalham em instituições científicas ou académicas. |
O PROCESSO DE SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES THE PROCESS OF SELECTION OF THE PARTICIPANTS O processo de seleção dos Participantes para este Primeiro Congresso imitou o processo de “Seleção Natural”. A experiência será avaliada, derivando daí a manutenção ou alteração para o próximo Congresso de Impronuncialismo. |
PRÓXIMO CONGRESSO NEXT CONGRESS Melbourne (Austrália), em 2018, em data a definir. |
Pedro Manuel-Cardoso |
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