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Como
comentário à série de intervenções que se fizeram esta semana sobre escrever,
ou não, na língua nativa os artigos de índole científica (independentemente,
claro, de serem acompanhados de um resumo, que até pode ser alargado, em língua
inglesa), recebi este desabafo de uma investigadora: É uma vergonha o que está a passar-se com a avaliação
de artigos e só dou este exemplo: na recente avaliação docente do último
triénio, que temos de preencher "em linha" e nos dá avaliação
imediata, inseri um pequeno artigo em inglês e a percentagem foi elevadíssima,
enquanto um outro, de maior fôlego e publicado em França, se ficou por uma
percentagem vergonhosa. Termina com a
exclamação: É o triste mundo em que vivemos!... Compete a todos, nomeadamente aos que têm cargos de
responsabilidade universitária e, até, governativa, acabar de vez com esta
«apagada e vil tristeza»! Se quiserem, claro! Em Portugal e nos demais países
em que há cientistas que gostariam de ver a sua investigação bem avaliada. José d’Encarnação |
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