Uma Carreira na Administração Pública para um Serviço que é, inquestionavelmente, uma necessidade permanente do Serviço de Património prestado à Sociedade não seria uma medida estrutural da Reforma da Política Pública de Património? Começar pelas coisas concretas, e pela melhoria do que é básico e essencial, não é o caminho correto? Não resolveria um problema que teima em prejudicar o Património que Portugal tem para mostrar? Não é um problema que prejudica a imagem de Portugal? Estes profissionais (chame-se-lhes «Vigilantes», «Técnicos de Segurança e Informação», ou outro nome) não teriam um contributo muito importante para uma acessibilidade de qualidade dos Visitantes? Um perfil que, para além da formação em segurança, exige a capacidade de comunicar com os Visitantes que falam diferentes línguas, e exige uma interligação com os objetivos de cada curadoria e da coleção permanente. Esta não seria uma medida estrutural para qualificar o Património sedeado em Portugal? Paliativos e medidas avulsas são o apanágio de uma Política de Património fraca e incompetente. Porque os Deputados, a Assembleia da República, e os Governos até agora não tiveram capacidade para resolver, de forma consistente e perene, este problema que afeta o Património há tanto tempo? Acharão que poupam mais com o prejuízo que este problema causa a Portugal e ao seu Património? Pedro Manuel-Cardoso |
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