O “Comité Nacional Português do ICOM” colocou a Debate a “Lei-Quadro dos Museus”. Uma iniciativa meritória e oportuna. Porém, no «Boletim ICOM-PT n.º10, série III, Out2017», e na maior parte das opiniões e contributos, verifica-se uma insuficiência de enquadramento e de contextualização. A que me tenho referido várias vezes. Permitam que o explicite através da formulação dss seguintes perguntas: # Será possível falar de «museus» e de «museologia» sem contextualizar e enquadrar a sua ação, a sua gestão, e a sua estratégia no quadro/contexto da Gestão do Património? # Será possível falar isoladamente de museus e de museologia sem considerar as relações com a arquivologia, a biblioteconomia, a documentação, e com as outras funções, tipologias, e infraestruturas que gerem o Património em Portugal? # Será possível conceber e executar uma Reforma da Política Pública de Património sem primeiro ter feito essa convergência metodológica? E sem primeiro se ter feito uma avaliação integrada dos recursos disponíveis em cada uma dessas partes? Enquanto os Profissionais do Património não fizerem esse trabalho, os Políticos e os Responsáveis pelo Património jamais darão crédito às propostas apresentadas. É esta insuficiência de enquadramento e de contextualização que continua a faltar. Pedro Manuel-Cardoso |
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