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Re: [Museum] Fwd: [Archport] Panteão Nacional... conversa e desconversa

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   Re: [Museum] Fwd: [Archport] Panteão Nacional... conversa e desconversa
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Wed, 22 Nov 2017 14:59:25 -0000

 

O artigo de Luís Raposo (“… Conversa e Desconversa”, mensagem n.º 17911, de 22/11, 13:45) contribui para separar o trigo do joio; o essencial do acessório.

 

Luís Raposo, 22/11/2017, “Panteão Nacional... conversa e desconversa. Aquilo que verdadeiramente importaria discutir em matéria de política patrimonial continua ignorado.”

 

https://www.publico.pt/2017/11/22/culturaipsilon/opiniao/panteao-nacional-conversa-e-desconversa-1793353?page=/opiniao&pos=1&b=list_opinion

 

 

 

Saber escolher o alvo das prioridades é o primeiro passo para qualquer sucesso em Gestão. Porque, como é vulgar dizer: “Não há vento favorável para barco que não conhece o rumo”.

Alguns Colegxs perguntaram-me porque na mensagem n.º 17907, de 21/11, 15:53 (“Reforma da Política Pública de Património Melhorar a Gestão”) propus aquela Contratualização e Parceria entre o público e privado para a melhoria da Gestão do Património em Portugal; e coloquei essa acção como uma das necessárias para que a Reforma da Política Pública se concretizasse.

A resposta está na radical mudança de estatuto profissional que a Administração Pública sofreu a partir de 2007. Os vínculos profissionais mudaram de Estatuto. De «contratos vitalícios» passaram a «contratos precários».

O Capital (“Fundos”, e “Sociedades Anónimas Transnacionais” do mesmo tipo) nos países ditos «Ocidentais» dominados pelo neoliberalismo, após a crise de 2008, para recuperar as perdas sofridas em Bolsa e nos sistemas bancários, obrigou os Governos a precarizarem os vínculos e a reduzirem os salários. Portugal não fugiu à regra.

Não havia alternativa, porque é esse Capital que é o credor da Dívida (detém as Patentes da indústria global, domina as telecomunicações, e garante militarmente a Defesa e a Segurança).

Ora essa mudança radical nas relações de Trabalho na Administração Pública tem por consequência, a curto prazo, um colapso, em termos de recursos humanos e competências. Concretamente, quando a geração que agora tem 50 e 60 anos se reformar. Exatamente o mesmo problema que a Suíça, e outros países do norte da Europa, estão a sofrer.

É necessário antecipar e acautelar essa fenda. Para que a Responsabilidade Pública não sofra um grave revés, que poria em perigo a Gestão do Património em Portugal.

De facto, a perda de capacidade do Estado tem vindo a aumentar. Que nenhum Partido, nem nenhuma Proposta Política, souberam estancar.

O caso do Panteão Nacional, os problemas no MNAA, e outros, têm a montante esta génese. E tornar-se-ão cada vez mais difíceis de resolver, senão houver este discernimento.

A razão foi esta.

 

Pedro Manuel-Cardoso

 







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