O artigo de Luís Raposo (“… Conversa e Desconversa”, mensagem n.º 17911, de 22/11, 13:45) contribui para separar o trigo do joio; o essencial do acessório.
Saber escolher o alvo das prioridades é o primeiro passo para qualquer sucesso em Gestão. Porque, como é vulgar dizer: “Não há vento favorável para barco que não conhece o rumo”. Alguns Colegxs perguntaram-me porque na mensagem n.º 17907, de 21/11, 15:53 (“Reforma da Política Pública de Património Melhorar a Gestão”) propus aquela Contratualização e Parceria entre o público e privado para a melhoria da Gestão do Património em Portugal; e coloquei essa acção como uma das necessárias para que a Reforma da Política Pública se concretizasse. A resposta está na radical mudança de estatuto profissional que a Administração Pública sofreu a partir de 2007. Os vínculos profissionais mudaram de Estatuto. De «contratos vitalícios» passaram a «contratos precários». O Capital (“Fundos”, e “Sociedades Anónimas Transnacionais” do mesmo tipo) nos países ditos «Ocidentais» dominados pelo neoliberalismo, após a crise de 2008, para recuperar as perdas sofridas em Bolsa e nos sistemas bancários, obrigou os Governos a precarizarem os vínculos e a reduzirem os salários. Portugal não fugiu à regra. Não havia alternativa, porque é esse Capital que é o credor da Dívida (detém as Patentes da indústria global, domina as telecomunicações, e garante militarmente a Defesa e a Segurança). Ora essa mudança radical nas relações de Trabalho na Administração Pública tem por consequência, a curto prazo, um colapso, em termos de recursos humanos e competências. Concretamente, quando a geração que agora tem 50 e 60 anos se reformar. Exatamente o mesmo problema que a Suíça, e outros países do norte da Europa, estão a sofrer. É necessário antecipar e acautelar essa fenda. Para que a Responsabilidade Pública não sofra um grave revés, que poria em perigo a Gestão do Património em Portugal. De facto, a perda de capacidade do Estado tem vindo a aumentar. Que nenhum Partido, nem nenhuma Proposta Política, souberam estancar. O caso do Panteão Nacional, os problemas no MNAA, e outros, têm a montante esta génese. E tornar-se-ão cada vez mais difíceis de resolver, senão houver este discernimento. A razão foi esta. Pedro Manuel-Cardoso |
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