Ciclo RUM/Conselho Cultural da UMinho com o apoio do MNS Mano a Mano 7 de dezembro às 21h30 no Museu Nogueira da Silva, em Braga
Mano a Mano é um duo composto pelos irmãos André e Bruno Santos, guitarristas com um vasto percurso na área do Jazz Aquilo que começou em jeito de brincadeira tornou-se sério, foi ganhando forma ao longo dos anos e resulta agora no segundo trabalho discográfico, para o qual os manos compuseram e fizeram arranjos explorando as inúmeras possibilidades que um duo de guitarras oferece, acrescentando-lhes a Braguinha, um instrumento tradicional da Ilha da Madeira, de onde são naturais. "Mano a Mano vol.2", um disco "transversal e que chega a outros estilos e outras pessoas", feito por dois músicos de jazz. Nos concertos tentam "criar um ambiente de sala de estar": "Trazemos um tapete de casa e pomo-lo no palco, explicamos que aquele tema foi escrito por tal pessoa que faz parte de uma determinada era do jazz e fez isto e aquilo. Contextualizar as pessoas e pô-las mais próximas de nós", descrevem na entrevista à Agência Lusa. Para além de uma cumplicidade musical e pessoal muito bonita, Bruno e André juntam elegância, virtuosismo e algum humor num espectáculo a que ninguém passará indiferente. Depois de um primeiro disco, eis o volume 2, com o estabelecimento de um formato de conversa e até, por vezes, de disputa. Se o padrão duelista que se impôs é o do encontro de John McLaughlin com Paco de Lucía, neste álbum os resultados são musicalmente mais interessantes: o virtuosismo é colocado inteiramente ao serviço da música, nada tendo de exibicionista. O repertório é feito de composições de ambos, conjuntas e em separado, e de versões de temas que vão de Tom Jobim a Thelonious Monk, passando por Jim Hall. Umas e outras com um recurso generoso a pedais de efeitos e processamentos, tendo a abordagem desenvolvida outra característica: é muito rítmica, para não dizer percussiva, pelo que este é um jazz que balança e que, não raro, aceita o rock (via blues) como estratégia. Quando assim não é, a música ganha uma elegância toda ela feita de pormenores delicados, num espectro de dinâmicas que nos prende a atenção em cada minuto. Rui Eduardo Paes in Jazz.pt Bilhete: 3€ à entrada, a partir das 21h Lotação limitada a 80 pessoas
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