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Ouro
antigo: do Mar Negro ao Oceano Atlântico",
uma proposta de diálogo arqueológico e artístico entre tesouros
milenares dos dois países, mostrando o longo e complexo caminho das
formas simples iniciais aos objetos elaborados e sofisticados,
testemunhos da criatividade humana e da surpreendente maleabilidade
do ouro e da prata.
A presente exposição, sob a égide dos Presidentes da Roménia e de
Portugal, tem organização conjunta da Embaixada da Roménia em
Portugal, da Direção-Geral do Património Cultural, do Museu Nacional
de História da Roménia, do Museu Nacional de Arqueologia e do
Instituto Cultural Romeno em Lisboa, no ano em que se celebram cem
anos de relações diplomáticas bilaterais.
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7 de dezembro, às
19h00, Salão Nobre
Cânticos de Natal
A Embaixada da Roménia, o Museu Nacional de Arqueologia e o Instituto
Cultural Romeno têm o prazer de convidar a assistir a um concerto de
Natal com Maria Raducanu e Krister Jonsson.
Trata-se da primeira iniciativa no âmbito da Temporada Cultural
Romena no Museu Nacional de Arqueologia.
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8 de dezembro,
às 16h00, Slão Nobre
Concerto do 60.º aniversário do Orfeão do Sport
Lisboa e Benfica
O MNA acolhe o concerto do 60.º aniversário do Orfeão do Sport
Lisboa e Benfica, com direção do Maestro José Eugénio Vieira.
O acesso é livre, sendo a reserva de ingresso prévia e obrigatória,
limitada à capacidade da sala. Aconselha-se a chegada às 15h00 para
levantamento de bilhetes. Inscrições excedentárias, sujeitas a
eventuais desistências.
Informações e reservas:
Maria Isabel Veiga Cabral, mcabral@mnarqueologia.dgpc.pt
Tlm: 968 375 777
Pode ficar a conhecer o programa aqui.
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Nota: Informa-se que
as atividades que tenham lugar no Salão Nobre, Sala Bustorff ou em
outras salas do primeiro piso, não possuem acesso a pessoas com
mobilidade reduzida.
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12 de dezembro de
2017 a
8 de janeiro de 2018, Palácio de Belém
Exposição de Maquineta “Adoração dos Pastores” na
Sala das Bicas do Palácio de Belém
O presépio que integra a coleção de Etnografia do Museu Nacional de
Arqueologia, é o último dos grandes presépios conhecidos, realizado
no século XIX, época em que se dá o ocaso do brilhante tempo barroco,
em que pontificou, entre outros, o génio criador de António Ferreira
e Joaquim Machado de Castro.
A erudição e lógica das imagens escultóricas que marcam presença no
remanescente dos presépios setecentistas, por vezes herdeiras de
sentidos ainda ligados a tradições medievais, estavam condenadas numa
sociedade em convulsão e que tendia para uma crescente laicização, de
que a extinção das Ordens religiosas é uma das consequências mais
evidentes. Desaparecida uma das clientelas essenciais do presépio,
móvel litúrgico sazonalmente exposto para contemplação piedosa e
celebração do Nascimento de Jesus, a sua prática permaneceu na
tradição dos costumes populares e nas figuras feitas a partir de
moldes, vendidas em feiras e lojas por todo o país. Algumas olarias
começaram a investir neste tipo de produção, sobressaindo em Lisboa a
que se localizava na Calçada da Bica Pequena, de onde provêm alguns
dos elementos presentes neste presépio. No entanto, ao contrário do
que sucedeu com grande parte das peças com origem em unidades de
produção mais populares, entretanto perdidas na voragem do tempo,
estas encontraram abrigo numa curiosíssima maquineta em forma de
castelo muralhado (provavelmente reutilizada a partir de outra
função), que dota o conjunto de uma inesperada evocação de casa de
bonecas. A estética subjacente ao todo que integra esta invulgar peça
remete para uma obra do último quartel do século XIX.
Adaptada a um gosto mais aburguesado do que aquele que caracterizara
a clientela que outrora observara os presépios do “período de ouro”,
demonstrando a persistência de manifestações que ultrapassam o
próprio sentido religioso que se encontra na sua génese e ganham o
carácter de um símbolo, neste caso o da unidade familiar como base da
estrutura social.
Esta maquineta estará exposta, entre 12 de dezembro de 2017 e 8
de janeiro de 2018 (datas provisórias), na Sala das Bicas do Palácio
de Belém.
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15 de dezembro
de 2017 a
4 de março de 2018, Ourense (Galiza, Espanha)
Exposição "In Tempore Sueborum. El tiempo de los Suevos en la Gallaecia"
Tendo como objetivo oferecer, pela primeira vez, uma visão atual da
região da Galiza, no noroeste da Península Ibérica, durante os
séculos V e VI, período em que se criou o reino suevo, o primeiro
reino medieval no oeste peninsular, a exposição "In Tempore Sueborum.
El tiempo de los Suevos en la Gallaecia", comissariada
pelos professores Jorge López Quiroga e Artemio Manuel Martínez
Tejera, será exposta em três lugares da cidade de Ourense,
nomeadamente no Centro Cultural 'Marcos Valcárcel', no Museo Municipal
e na Igreja Santa María Nai.
Esta exposição conta com diversos objetos de vários museus
europeus, entre os quais se contam bens culturais do Museu Nacional
de Arqueologia e da coleção do Museu de Etnografia e História do
Porto / Museu de Etnologia do Porto (depositado no Museu Nacional
de Arqueologia).
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Sobre a peça
que ilustra o cabeçalho:
Fíbula de tipo "transmontano"
N.º Inv. 995.40.1
Castro, Paçó, Vinhais (Bragança)
Fíbula de bronze incompleta, de tipo Ponte 33b, profusamente
decorada por fiadas de minúsculas pérolas e encordoados oblíquos
incisos.
Esta peça foi oferecida ao Dr. José Leite de Vasconcelos, sendo
destinada ao Museu, por Celestino Beça, entre os anos de 1905 e
1906. Segundo artigo do doador, publicado em O Arqueólogo
Português, s. 1, vol. 10 (1905), p.
106-107 (disponível para consulta on-line),
este achado vem na sequência de outros, também publicados em
números anteriores daquela revista, tendo sido "encontrada
na povoação do Castro, concelho de Vinhaes".
A representação gráfica que complementa o artigo, e de cuja uma
parte ilustra o cabeçalho, é da autoria de Guilherme Gameiro,
desenhador que desempenhou funções no então Museu Ethnológico
Português, sendo que os seus trabalhos originais se encontram no
Arquivo do Museu Nacional de Arqueologia.
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