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É
modesto o título - Alguns elementos sobre a
Quinta de São Gião - que Mestre Carlos Fidalgo escolheu para o livro
que acaba de ser apresentado. O subtítulo esclarece depois sobre o que se
pretendeu investigar: o território, a propriedade e os moradores nessa quinta desde
o século XIV ao XX. E esse subtítulo
deixa perceber quanta investigação foi feita pelas fontes documentais e bibliográficas
para dar a conhecer o que ali se passou do século XIV ao XVII, no século XVIII,
no XIX e no XX – que são os títulos dos capítulos desta obra, que tem, alem
disso, como anexos os registos paroquiais e as referências a moradores na
Quinta de São Gião dos séculos XVII a XIX, assim como a Carta de Aforamento de
1841. Assente
em mui completa bibliografia e pesquisa documental, este livro logrará, sem
dúvida, o interesse maior do seu autor: «Desencadear um conjunto de iniciativas
que tenham como objecto a redescoberta
do território de São Gião no que à ocupação humana diz respeito». Nas
suas «breves palavras», o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Dr. Walter Chicharro,
afirma ser «uma das grandes prioridades da política cultural» do seu Executivo
«avançar com a obra de restauro e consolidação estrutural que devolverá à
igreja de S. Gião a dignidade devida». Cumpre,
pois, congratularmo-nos vivamente. José d’Encarnação |
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