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[Museum] "O Orçamento da Cultura para 2018 é uma vergonha"?

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] "O Orçamento da Cultura para 2018 é uma vergonha"?
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Mon, 8 Jan 2018 00:04:09 -0000

 

Numa entrevista dada a «Economia online/ECO», Alvaro Covões interroga e acusa “o Estado governado pela Esquerda” de ser incapaz de cumprir as responsabilidades públicas da Cultura consignadas na Constituição, e de não cumprir as promessas eleitorais que fez.

De facto, a relação entre o Estado e a Iniciativa Privada na área da Cultura deve ser repensada, perante a falência de uma Política Pública que é incapaz de provocar o Desenvolvimento que Portugal merece.

De facto, para quem está de fora e não Português, é com estupefação que assiste à euforia perante uma melhoria na economia que continua a ser deficitária. Uma governação que há mais de 40 anos gasta mais do que a riqueza que produz. E continua assim, de mão estendida a pedir emprestado, rejubilando, mesmo quando continua a pedir e a ter défice.

A Política tem esta arte, de fazer acreditar naquilo que a Realidade não é. Que tudo está bem.

Tal como referi na mensagem n.º 18069, o problema estrutural de Portugal não é o défice que se acumula há 40 anos; é na cabeça dos governados ficarem contentes por continuarem a pedir emprestado para sobreviverem. Não se sentirem suficientemente ofendidos no seu orgulho e na sua Identidade.

É neste sentido, de se repensar a relação entre o Público e o Privado nas Políticas de Cultura e de Património, que a entrevista merece referência.

 

“Orçamento da Cultura é uma vergonha”

 

“Entreguem a Cultura aos privados”

 

“O truque do ilusionista é pôr as pessoas a olhar para a mão esquerda, enquanto está a fazer o truque com a mão direita. E acho que, na Cultura, usa-se muito o ilusionismo”

 

“as prioridades deste Governo estão desalinhadas com aquelas que são as do setor”

 

“incapacidade de atuação em áreas como a Formação”

 

“O Estado está a falhar porque tem perdido público. Há cada vez menos público na ópera e no bailado, e o público do teatro tem vindo a cair, embora haja uma pequena recuperação porque os privados retomaram a atividade na produção teatral. Na música, que é uma atividade privada, os números dispararam.”

 

“Eu sou do tempo da contestação, em que tínhamos uma noção muito clara do papel da Cultura na Democracia. E a política em Portugal tem sido no sentido de limitar o acesso à Cultura, enquanto as novas gerações estão mais alienadas.”

 

“Pintores com carreira internacional? Nem um. Músicos clássicos mais novo? Nem um. Depois morre o Zé Pedro e vão todos ao funeral. Mas não querem formar ‘Zé Pedros’, porque não se ensina. Então o que é que andamos a fazer? Andamos a fazer mal.”

 

Alvaro Covões, 7jan2018

 

 

 





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