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[Museum] A favor do património ambiental, a manifestação de sábado próximo

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] A favor do património ambiental, a manifestação de sábado próximo
Date :   Wed, 11 Apr 2018 00:11:03 +0100

Partilho – porque se me afigura de interesse conhecer esta posição e, eventualmente, apoiá-la. Em prol da qualidade ambiental. – J. d’E.

………………

NÃO AO FURO DE PROSPEÇÃO DE PETRÓLEO DA GALP/ENI AO LARGO DE ALJEZUR!

POR UM OCEANO LIMPO E SUSTENTÁVEL!

MANIFESTAÇÃO / 14 de ABRIL / 15:00 / do LARGO LUÍS DE CAMÕES para a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

 

O Estado Português capitulou plenamente perante as petrolíferas, sucumbindo à força de uma indústria sem lei, sem princípios, e com uma agenda que não olha a meios para conseguir o que quer. Talvez poucos saibam, mas toda a nossa zona costeira e partes do território terrestre, estão hoje vergonhosamente adjudicados a diversos consórcios que pretendem explorar petróleo e gás, à luz de uma lei com mais de 20 anos, onde se estendia o tapete vermelho a quem quisesse vir explorar hidrocarbonetos em Portugal, numa altura em que ainda não tínhamos despertado para o aquecimento global. Talvez poucos saibam também, que o maior protesto civil desde o 25 de Abril está em marcha, com mais de 42 000 cidadãos portugueses que se manifestaram por email, em sede de consulta pública promovida pelo Ministério do Mar (apenas 4 pessoas a favor), no Verão de 2016, contra a concessão da Galp/Eni, para perfurar o fundo oceânico ao largo de Aljezur. Apesar disso, e apesar de, igualmente, TODOS os municípios do Algarve e Sudoeste Alentejano terem recusado em Assembleias Municipais esta actividade, o Governo, aprovou a referida exploração. Talvez ainda menos saibam que, nestes contratos, e só após o reembolso nebuloso dos investimentos iniciais, as petrolíferas apenas pagarão ao Estado menos de 6% dos seus lucros.(Timor Leste negociou nos 40% com as petrolíferas australianas...) Acresce ainda que estas empresas pagam os seus impostos no estrangeiro, já que, à excepção da GALP, são todas internacionais. Os ganhos seriam irrisórios, ficando todos os riscos ambientais do lado do nosso país…  

Que sentido faz, após os compromissos pomposos por parte do Governo, de redução do consumo de hidrocarbonetos (na COP 21 em Paris, e mediaticamente confirmados na COP 22 em Marraquexe), começar novas explorações, quando nos comprometemos internacionalmente com um corte radical até 2030, tentando manter o aumento do aquecimento global em 1,5 graus? Sobretudo num país tão dependente economicamente do turismo e que agora se quer transformar numa potência petrolífera… Num país consumido por incêndios, causados em grande parte por este mesmo aquecimento descontrolado, com uma zona costeira ameaçada pela subida dos níveis do mar, assolado cada vez mais pela seca e outros fenómenos atmosféricos extremos.

Não merecerão os nossos filhos e as futuras gerações um legado diferente?

Por muitas razões mais, e porque já percebemos que nada se conseguirá sem a mobilização da sociedade civil, é importantíssima a presença de todos numa MANIFESTAÇÃO no dia 14 de ABRIL, promovida por dezenas de organizações de todo o país.

A manifestação sairá do LARGO LUÍS DE CAMÕES para a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, às 15:00.

 

Organizações que promovem a manifestação: Academia Cidadã, Alentejo Litoral pelo Ambiente, ASMAA – Algarve Surf and Maritime Activities Association, Bloco de Esquerda, Climate Reality Project Portugal, Climáximo, Coletivo Clima, Coopérnico, Famalicão em Transição, Futuro Limpo, GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Linha Vermelha, Livre, Movimento Ibérico Antinuclear, Núcleo Académico para a Protecção Ambiental do ISCSP, Núcleo do Ambiente da FLUL, Peniche Livre de Petróleo, PAN – Pessoas Animais, Natureza, Plataforma Algarve Livre de Petróleo – PALP (integrantes: Aldeia, Almargem, Coletivo Clima, Climáximo, GEOTA, Glocalfaro, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Newloops, PAS, Quercus – ANCN, Rias, Rocha, Sciaena, SPEA; organizações internacionais: Ocean Care, Save the Waves, Surfrider, Sun Concept),, Preservar Aljezur, Stop Petróleo Vila do Bispo, Sciaena, Tamera, Tavira em Transição, TROCA – Plataforma por um Comércio Internacional Justo, Zero/Associação Sistema Terrestre Sustentável 

 

No passado dia 7 de dezembro, mais de 80 economistas de 20 países, publicaram uma declaração de apelo ao fim dos investimentos na produção e nas infraestruturas fósseis. "Nem mais um euro deverá ser concedido ao carbono, ao petróleo e ao gás", pode ler-se na carta onde se advoga, entre outras coisas, um aumento massivo dos investimentos em energias renováveis. Esta declaração procede a que foi lançada por mais de 15 000 cientistas de todo o mundo, em novembro, na qual estes afirmaram que a Humanidade não está a tomar as medidas necessárias para proteger o planeta e os ecossistemas. Os referidos cientistas invocaram ainda a necessidade inadiável e tremendamente urgente, de uma “transição para a sustentabilidade”. 

 

 


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