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A Casa Frazão transporta o “enorme significado patrimonial” que o Professor José d’Encarnação referiu.
Um significado antropológico.
O de um Ser-humano que, ao cobrir-se, paradoxalmente, desvenda
os Outros de si mesmo.
Descobre a sua Heteronimidade. Tal como Récanati ou Plessner há muito disseram. E que vários assumiram como
modo de vida, antes e depois de Pessoa.
Esse processo de se tentar
Ser … Humano está impregnado na Casa Frazão.
Aqueles possíveis de si próprio, para além dos géneros e da anatomia, que desfilaram na passadeira da rua Augusta. Aquele
desejo de Além fora do que a genética e a Natureza nos obrigaram a ser.
Ora isso não é uma marca antropológica? Isso não é um
Objeto antropológico? Não é um Objeto patrimonial?
Essa metamorfose tonal e textural dada pelos tecidos não é a busca (muito para além do agasalho ou da iconografia dos estatutos sociais) de uma
casa que melhor exprima a Especificidade propriamente humana?
A Casa Frazão, na sua relação com esse modo de trajar e de desvendar os heterónimos do
Ser-humano, não justificaria ser reconstituída num Museu?
Tal como escreveu o Professor José d’Encarnação: “…
desafio quantos concordem connosco a fazerem pressão nesse sentido. «Museum» acolherá todos os depoimentos!”.
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