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[Museum] FW: Museu da Gestualidade incorporou um novo Objeto: o modo humano de caminhar.

Subject :   [Museum] FW: Museu da Gestualidade incorporou um novo Objeto: o modo humano de caminhar.
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Thu, 10 May 2018 20:40:50 +0000

 

            O Museu da Gestualidade incorporou no seu acervo um novo Objeto.

            Trata-se de um objeto relativo ao «modo humano de caminhar».

 

“A nossa forma-de-andar prevê o tempo que iremos viver. Se olharmos para a rapidez do andar ou a velocidade da marcha como um processo, e o combinarmos com a idade e o sexo, prevemos muito bem a longevidade e a esperança de vida. Poderemos até prever com muito mais precisão quanto tempo essa pessoa vai viver" (D. Katabi, 2018)

 

            O trabalho de D. Katabi permitiu que o «acto de caminhar» pudesse ser incluído como um dado específico (um marcador) da espécie H. sapiens.

            A metáfora «a Vida como um caminho» adquire agora um significado naturalista e não apenas literário. Dina Katabi até aproveitou para citar Jorge Manrique, um poeta, que em 1470 escreveu: “Partimos quando nascemos, caminhamos enquanto vivemos, e chega a hora em que morremos".

           

            Dina Katabi nasceu em Damasco em 1971, e tem nacionalidade Síria.

            É atualmente professora no Departamento e Engenharia Eletrotécnica e Ciências de Computação do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) nos Estados Unidos da América. É co-directora do Center for Wireless Network e do Artificial Intelligence Laboratory do MIT. Em 2005 recebeu o prémio da National Science Foundation (USA); em 2006, o prémio da Alfred P. Sloan Foundation; em 2009, o prémio da IEEE Communication Society William R. Bennett; em 2013, o prémio da Association for Computing Machinery; em 2013, é designada MacArthur Fellowship; em 2017, é eleita para Academia Nacional de Engenharia dos EUA.

 

            O Objeto que o Museu da Gestualidade incorporou permite ao Visitante compreender que um Ser-humano, em média, dentro dos padrões definidos por «saúde e envelhecimento normais», durante a Vida, percorre aproximadamente 200 milhões de passos, equivalendo a aproximadamente 177 mil quilómetros.

            As «métricas» e «desvios-padrão» em relação àquela «média» permitem relacionar com bastante precisão, através da forma-de-andar, sintomas de doenças como a esclerose lateral amiotrófica, doenças cardíacas, Parkinson, Alzheimer e outras. Mas também permitem compreender como o corpo se adapta aos movimentos-de-andar à medida que a idade avança.

           

            Portanto um Objeto que permite, através da Gestualidade, compreender um pouco melhor o Ser-humano. Ou, tal com referimos na cerimónia da constituição do Museu da Gestualidade:

 

“The discovery of the importance of non-verbal communication has transformed the study of human social behaviour” (Argyle, M., Cambridge University, Mass., USA, 1979)

 

“Over the past three decades there has been a growing recognition that the study of GESTURE --- visible bodily action that plays a role in explicit communication --- promises to throw much light on a range of issues that are central for any understanding of language (broadly conceived), and for an understanding of communication processes in human interaction” (Müller, C., Freie Universităt Berlin, 2004).

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 


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