|
Nota à Imprensa 14.05.2018 Festival Terras sem Sombra em Elvas Música da época barroca para clarins na antiga
Sé, entre a redescoberta do Forte da Graça e a
agricultura de conservação
O Festival Terras sem Sombra sai da sua geografia tradicional
para trazer ao magnífico enquadramento da Sé de Elvas, no dia 19, sábado, às
21h30, um concerto muito adequado à história militar desta praça-forte, tendo
por fio condutor o repertório para trombetas históricas. Fá-lo pela mão de um
dos principais agrupamentos de música antiga de Espanha, Clarines de Batalla,
cujo epicentro é Jaén, no coração da Andaluzia, onde afluem notáveis
intérpretes de Madrid, Sevilha e outras capitais. Elvas é, de facto, o cenário ideal
para escutar, pela primeira vez em Portugal, um surpreendente conjunto de peças
dos finais do séc. XVII e dos princípios do séc. XVIII, escritas tanto para as
trombetas naturais como para as trombetas de órgãos e acompanhadas por
percussões históricas. Foram recolhidas por um célebre compositor e organista
nascido em Reus (Catalunha), Fr. Antonio Martín y Coll, religioso do convento
de São Francisco, o Grande, de Madrid. A sua obra manuscrita, intitulada Jardim Ameno de Várias Flores da Música,
que se guarda na Biblioteca Nacional da capital espanhola, reúne composições
oriundas de diversos países europeus e mostra a importância dos clarins na vida
musical do Barroco. De acordo com uma velha tradição, estes não só marcavam a
cadência dos exércitos, troando durante as batalhas, mas acompanhavam as missas
e outros actos religiosos e soavam nas cerimónias palacianas. Tanto podiam
simbolizar o poderio de reis e grandes senhores como animar festas populares ou
entoar hinos de amor. Hoje, quando se encontra um pouco
esquecida a solene musicalidade da trombeta histórica, o trio formado pelo
trombetista Vicente Alcaide, pelo organista Abraham Martínez e pelo
percussionista Alvaro Garrido revela o seu potencial artístico, associando-o ao
órgão da catedral elvense, restaurado há breves anos. O recente disco deste
grupo, Clarines de Batalla, causou sensação e tornou-se um best seller, o que
demonstra o inusitado poder da trombeta para exprimir a essência da música
barroca, seja ela civil ou militar, profana ou religiosa. O concerto é organizado pela Pedra
Angular, em colaboração com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e o
Município de Elvas. Todas as actividades do Terras sem Sombra são de acesso
livre.
Cidadela inexpugnável: o Forte da Graça A tarde do dia Obra-prima da arquitectura militar
europeia, sobressai pela originalidade das soluções nela introduzidas e pela
invulgar envergadura. Tido por invencível, o Forte da Graça resistiu ao ataque
das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801) e ao bombardeamento
infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra
Peninsular (1811). Hoje, é um símbolo que une mais do que divide, pontuando uma
paisagem raiana de grande beleza. A visita será aguiada pelos técnicos de
património Margarida Ribeiro e Rui Jesuíno, grandes conhecedores dos segredos
da fortaleza.
Através dos campos: a agricultura de conservação na região
elvense A manhã de domingo será dedicada
pelo Terras sem Sombra ao conhecimento da agricultura de conservação, um
conjunto de práticas que permitem o maneio do solo agrícola com a menor
alteração possível da sua composição e estrutura e são de grande importância
para a defesa da biodiversidade. Recorre-se, para tal, a técnicas que produzem
efeitos positivos não só no solo, mas também na água e no próprio ar,
associando a usos tradicionais, transmitidos de geração em geração, a
tecnologia de ponta, o que permite evitar a erosão e aumentar o teor de matéria
orgânica. O alvo desta iniciativa é a
Herdade do Melinho, na freguesia de N.ª Sr.ª da Expectação (Campo Maior), que
faz fronteira com Espanha. Aí, tornam-se bem patentes os objectivos e as
técnicas da agricultura de conservação, bem como o seu real impacto ambiental,
económico e social em diferentes culturas. A visita, orientada por Gabriela
Cruz, engenheira agrónoma, e Rui Dias e Isabel Machado, geólogos, oferece
igualmente uma oportunidade para o conhecimento da geologia e da paisagem do
território raiano. A partida faz-se de Elvas, às 9h30, tendo como ponto de
encontro na ermida de N.ª Sr.ª da Nazaré, à entrada das muralhas. mais informações:
contactos: 917 502 862 | 965 653 149
| 917 327 305 |
| Mensagem anterior por data: [Museum] Museu Municipal de Coimbra | Dia e Noite dos Museus | 18 e 19 Maio 2018 | Próxima mensagem por data: [Museum] CALL FOR PAPERS | Colóquio “Um médico na Grande Guerra. Fernando da Silva Correia” |
| Mensagem anterior por assunto: [Museum] Festival Flamenco 2019 | Próxima mensagem por assunto: [Museum] Festival Terras sem Sombra Serpa |