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1. «Tribunal suspende projecto de Souto de Moura na Praça das Flores em Lisboa. Juízes entendem que a demolição necessária ao surgimento do projecto não foi suficientemente
justificada, e que, naquele local, se deve privilegiar a reabilitação de prédios existentes» (João Pedro Pincha, 3/7/2018, jornal Público)
«Um caixote de alumínio, mais um, numa Lisboa e Portugal cheios deles ... O nome do arquitecto de nada lhes valeu, foi como o mono do Rato (Afonso Costa, 3/7/2018, Lisboa)
«Se a DGPC (Direcção-Geral do Património Cultural) fizesse o seu papel, não precisaríamos de chegar a este ponto. Sinceramente, não percebo para que serve essa entidade.
Todas as barbaridades ao património são aprovadas por esses senhores perfeitamente comandados pelos interesses da CML» (Manuel Martins, 3/7/2018, Lisboa)
«Basta invocar a Carta de Atenas. Para mim é um corpo estranho ao lado dos outros. Não percebo como é que a CML o aprovou» (Ahok, 4/7/2018, Lisboa)
«Excelente notícia para a cidade de Lisboa. Que se apurem as responsabilidades, e que não seja a CML a custear as despesas inerentes. É da mais elementar justiça, que
os contribuintes não tenham que arcar com as despesas. A legislação remete esses encargos para os verdadeiros responsáveis. Há muito tempo, que Fernando Medina, já devia ter percebido quem são os responsáveis pelo Pelouro do Urbanismo da CML, e por que princípios
se regem. O interesse público tem ficado sempre em 2.º plano» (Rosário Sousa, 3/7/2018, Lisboa)
«Boa notícia para a cidade esta decisão do Tribunal. Lisboa, que tem sido tantas vezes vítima das decisões arbitrárias do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa. Este
é um caso evidente, que ameaçava ferir uma praça protegida, que vale pelo seu todo singular. O facto de ser um arquiteto premiado e consagrado, do meu ponto de vista torna esta irregularidade ainda mais grave. Pois com certeza que este arquiteto tem obrigação
de conhecer a legislação do urbanismo. Para além do conhecimento, pois não se poderá alegar desconhecimento, falta o respeito pelo Património da cidade de Lisboa. E a sensibilidade, para intervir, sem ferir, neste tecido urbano tão singular. Ao pelouro do
urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa competia aplicar as regras urbanísticas, e não contorná-las. E a Direção-Geral do Património Cultural falhou em toda a linha» (Maria Rita, 4/7/2018, Lisboa)
«Igualmente me choca, o facto do ilustre e conceituado arquiteto, ter-se limitado a trazer para Lisboa um projeto concebido para a cidade do Porto. É demasiada falta de
respeito pelas particularidades da cidade de Lisboa. Resta esperar que tudo isto tenha consequências efetivas. As responsabilidades terão que ser identificadas e punidas. Os munícipes e o erário público não deveriam ser prejudicados por quem não parece estar
à altura dos cargos que ocupa na DGPC e na CML. As entidades competentes, evidenciaram parceria naquilo que é uma evidente subserviência aos interesses dos particulares, à custa do nosso património e do interesse público» (Maria Rita, 4/7/2018, Lisboa)
«Esperemos que o bom senso impere realmente e que esta decisão seja efectiva. Seria de esperar de um arquitecto conceituado como Souto Moura ter uma sensibilidade especial
para com o lugar. Ainda há pouco foi galardoado em Veneza por uma obra de reconstrução integral de um conjunto de edifícios antigos, algo polémica, e mais próximo da noção de Património presente em países como o Japão, onde em vez de se «preservar o antigo»,
se privilegia a «reconstrução à semelhança do antigo». Souto Moura claramente não é o Siza, mas a humildade e pudor seriam neste caso bem-vindos. (Paulo Martinho, Londres, 3/7/2018)
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