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[Museum] Robot Žylěch: um autómato para responder a todas as perguntas feitas pelo Mundo. IA Bio-robótica e Património.

Subject :   [Museum] Robot Žylěch: um autómato para responder a todas as perguntas feitas pelo Mundo. IA Bio-robótica e Património.
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Thu, 23 Aug 2018 12:24:58 +0000

 

            O Impronuncialismo, através da Oficina Žylěch, construiu um robot (hardware) e um programa (software) que respondem automaticamente a todas as «perguntas» formuladas pelo Mundo (pessoas e sociedades humanas).

            Essa máquina utiliza um algoritmo concebido e criado pela Oficina Žylěch, resultado do cruzamento do «processo aristotélico de compreensão/explicação descrito no Organon» com os atuais «modos da Inteligência Artificial (IA) ensinar as máquinas a aprenderem».

            Deste modo, o Impronuncialismo obteve um Algoritmo e uma Equação capazes de explorarem todas as combinatórias e permutações de Dados, usando as 6 Variáveis dessa ferramenta aristotélica e os 5 modos da IA atualmente ensinar as máquinas a aprenderem.

            A cada «pergunta» feita pelo Mundo (pessoas e sociedades humanas), o Robot Žylěch percorre essas 6 variáveis/etapas (ou menos), percorre esses 5 modos lógicos de compreender/explicar, até encontrar a «resposta». A cada variável/etapa está associada uma base-de-dados, permanentemente atualizável, possível de carregar à distância, e correr numa «máquina universal» (por ex. um computador). Deste modo, o Robot Žylěch consegue por si próprio, autonomamente, adaptar-se ao Contexto/Ambiente com uma lógica darwinista.

            As 6 Variáveis do processo aristotélico de compreensão/explicação do Mundo usadas no «Organon» são as seguintes:

A primeira operação que Aristóteles fez foi dividir/partir o Mundo em 10 partes: Substância, Quantidade, Qualidade, Relação, Lugar, Tempo, Estado, Hábito, Acção e Paixão. Depois, sobre essas 10 partes, construiu uma Equação com 6 Variáveis. Através dessas 6 Variáveis tentava dominar todas as combinatórias e permutações das tais 10 partes (do Mundo). A cada uma dessas 6 variáveis correspondeu um «conjunto de escritos», concretamente: 1. Categorias («os termos tomados isoladamente», isto é, os conceitos, dogmas, princípios); 2. Da Interpretação (com aqueles «termos» Aristóteles construiu os «enunciados», isto é, as «afirmações, frases, narrativa»); 3. Primeiros Analíticos (com aqueles «enunciados», construiu o «Raciocínio»: os silogismos, a dedução); 4. Segundos Analíticos (daqueles «raciocínios/silogismos», selecionou aqueles que eram «científicos»: silogismos demonstrativos); 5. Tópicos (na sexta etapa, construiu um «Manual para debates de opiniões aceites pela Sociedade»: tratado dos silogismos dialéticos); 6. Elencos Sofísticos (com a experiência dos Debates Públicos sobre os Raciocínios, construiu um «Manual para perceber os erros argumentativos»: «Refutação dos Sofistas»).

 

            Os 5 modos da Inteligência Artificial (IA) ensinar atualmente as máquinas a aprenderem são os seguintes:

  • Preencher as lacunas no conhecimento existente (numa determinada área ou domínio) – Modo Simbolista e Estruturalista (Lógica filosófica, composição do Conhecimento, Dedução inversa)
  • Imitar o cérebro (emular/imitar o modo como as redes neuronais funcionam, os axónios transmitem as informações e fazem a retro-conexão) – Modo Conexionista (Neurociências, Reconstituição e Retro-programação)
  • Simular a evolução (partir, por etapas, do mais simples para o mais complexo) – Modo Evolucionista (Biologia evolutiva, Programação genética)
  • Reduzir sistematicamente a incerteza (à medida que a Base-de-Dados armazena mais dados e resolve mais problemas e lacunas) – Modo Bayseano (Probabilidades, Estatística da incerteza, Inferência probabilística).
  • Registar as semelhanças e similitudes entre o «antigo» e o «novo» – Modo Analógico (Psicologia, Procura sistemática da similitude/semelhança, Máquina de Kernel).

                                                 

            Os «resultados/respostas» do Robot Žylěch permitem estabelecer o limite da atual capacidade humana de pronunciar/codificar/escrever/falar/percepcionar/sensoriar/racicionar/reagir. Ou seja, estabelece a fronteira em que começa o «Silêncio» (de L. Wittgenstein, 1901, K. Gödel, 1931, ou de John Cage, 1968), e o território do Impronuncialismo.

            Assim sendo, esses «resultados/respostas» constituem um objeto patrimonial, ao dispor do usufruto dos vindouros (isto é, de todos «os depois» de «os antes» e de «os agoras»).

 

Pedro Manuel-Cardoso

 


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