Lista museum

Mensagem

[Museum] OBJETO DO MÊS | SETEMBRO | MUSEU NOGUEIRA DA SILVA

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] OBJETO DO MÊS | SETEMBRO | MUSEU NOGUEIRA DA SILVA
From :   MNS / Gestão de Coleções <sec@mns.uminho.pt>
Date :   Mon, 10 Sep 2018 11:37:37 +0100

setembro

objeto do mês










Castiçais, em forma de coluna jónica, 
decorada com dois frisos.  A base é quadrangular. Porto fins do séc. XVIII. 
Contraste da prata, do ensaiador do Porto João Coelho Sampaio, usado entre 1768-c.1784. Marca de ourives do Porto não identificado.
OR-50/1.2 (l-10,1cm X a-23,5cm)


(…) o dia a dia da Nobreza e da Burguesia, os seus pequenos hábitos ou os grandes momentos, eram marcados pela presença de objectos em prata, refinando as refeições, rotinas de higiene, a iluminação de ambientes ou a escrita. Estes usos permitem igualmente visualizar uma imagem de requinte de que as elites se revestiam, aliada à expressão de sociabilidade dos estratos sociais mais elevados da sociedade portuguesa. Representavam, de facto, uma das diversas expressões do que significava viver à “luz da Nobreza”. Para além do mais, as pratas constituíam um fortíssimo elemento de reserva de valor (…). O século XIX revelar-se-á, contudo, menos selectivo quanto aos usufrutuários das peças de prataria do que verificamos até então. De resto, este factor acompanhou um movimento geral de alterações de mentalidades, hábitos, usos e costumes, fazendo perder, a nível dos objectos e da sua natureza específica, uma expressão classicista. Tal implica que um cada vez maior número de pessoas adquirisse e possuísse peças neste metal, leque alargado a franjas cada vez maiores de membros da burguesia. Poder-se-ia afirmar, com alguma benevolência e relativismo de análise, que assistimos a uma progressiva democratização da posse de peças em prata. Os dotes populares, no entanto, continuam a revelar que este metal precioso se encontrava praticamente ausente do uso por estes grupos sociais. (…) Em termos sociológicos, Portugal assistia a uma profunda alteração dos princípios e valores que presidiam às elites e ao seu modus vivendi. Na primeira metade de Oitocentos, é perceptível o fim de um tempo secularmente alicerçado, o Antigo Regime, e o surgimento de novas classes sociais, fruto da expansão dos negócios, posterior à nacionalização dos bens das ordens religiosas e a altos interesses de emergência do liberalismo, com o pagamento de favores. (…) A percepção das peças de prataria, não deve contudo ser realizada sem as separar dos objectos das restantes artes com as quais conviviam. Novos serviços de porcelana francesa ou de cerâmica francesa ou de cerâmica inglesa eram utilizados, cristais eram encomendados, retratos das novas personagens pintados, ambientes decorativos reformados, em novas edificações ou noutras renovadas. (…) Os principais centros produtores de peças de prataria em Portugal continuam a ser, na primeira metade do século XIX, as cidades de Porto e Lisboa. Outros locais de execução de peças de prataria, como Guimarães e Braga, persistem no labor argênteo. Évora e Coimbra não possuem expressão assinalável, ao que nos é dado observar pelos exemplares chegados até aos dias de hoje (…)
							Gonçalo de Vasconcelos e Sousa


In Catálogo da exposição - Barão de Forrester:  Razão e sentimento. Uma História do Douro (1831-1861); Museu do Douro, 2008. https://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/19603









Castiçais, em forma de coluna jónica, 
decorada com dois frisos.  A base é quadrangular. Porto fins do séc. XVIII. 
Contraste da prata, do ensaiador do Porto João Coelho Sampaio, usado entre 1768-c.1784. Marca de ourives do Porto não identificado.
OR-50/1.2 (l-10,1cm X a-23,5cm)


(…) o dia a dia da Nobreza e da Burguesia, os seus pequenos hábitos ou os grandes momentos, eram marcados pela presença de objectos em prata, refinando as refeições, rotinas de higiene, a iluminação de ambientes ou a escrita. Estes usos permitem igualmente visualizar uma imagem de requinte de que as elites se revestiam, aliada à expressão de sociabilidade dos estratos sociais mais elevados da sociedade portuguesa. Representavam, de facto, uma das diversas expressões do que significava viver à “luz da Nobreza”. Para além do mais, as pratas constituíam um fortíssimo elemento de reserva de valor (…). O século XIX revelar-se-á, contudo, menos selectivo quanto aos usufrutuários das peças de prataria do que verificamos até então. De resto, este factor acompanhou um movimento geral de alterações de mentalidades, hábitos, usos e costumes, fazendo perder, a nível dos objectos e da sua natureza específica, uma expressão classicista. Tal implica que um cada vez maior número de pessoas adquirisse e possuísse peças neste metal, leque alargado a franjas cada vez maiores de membros da burguesia. Poder-se-ia afirmar, com alguma benevolência e relativismo de análise, que assistimos a uma progressiva democratização da posse de peças em prata. Os dotes populares, no entanto, continuam a revelar que este metal precioso se encontrava praticamente ausente do uso por estes grupos sociais. (…) Em termos sociológicos, Portugal assistia a uma profunda alteração dos princípios e valores que presidiam às elites e ao seu modus vivendi. Na primeira metade de Oitocentos, é perceptível o fim de um tempo secularmente alicerçado, o Antigo Regime, e o surgimento de novas classes sociais, fruto da expansão dos negócios, posterior à nacionalização dos bens das ordens religiosas e a altos interesses de emergência do liberalismo, com o pagamento de favores. (…) A percepção das peças de prataria, não deve contudo ser realizada sem as separar dos objectos das restantes artes com as quais conviviam. Novos serviços de porcelana francesa ou de cerâmica francesa ou de cerâmica inglesa eram utilizados, cristais eram encomendados, retratos das novas personagens pintados, ambientes decorativos reformados, em novas edificações ou noutras renovadas. (…) Os principais centros produtores de peças de prataria em Portugal continuam a ser, na primeira metade do século XIX, as cidades de Porto e Lisboa. Outros locais de execução de peças de prataria, como Guimarães e Braga, persistem no labor argênteo. Évora e Coimbra não possuem expressão assinalável, ao que nos é dado observar pelos exemplares chegados até aos dias de hoje (…)
							Gonçalo de Vasconcelos e Sousa


In Catálogo da exposição - Barão de Forrester:  Razão e sentimento. Uma História do Douro (1831-1861); Museu do Douro, 2008. https://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/19603









Castiçais, em forma de coluna jónica, 
decorada com dois frisos.  A base é quadrangular. Porto fins do séc. XVIII. 
Contraste da prata, do ensaiador do Porto João Coelho Sampaio, usado entre 1768-c.1784. Marca de ourives do Porto não identificado.
OR-50/1.2 (l-10,1cm X a-23,5cm)


(…) o dia a dia da Nobreza e da Burguesia, os seus pequenos hábitos ou os grandes momentos, eram marcados pela presença de objectos em prata, refinando as refeições, rotinas de higiene, a iluminação de ambientes ou a escrita. Estes usos permitem igualmente visualizar uma imagem de requinte de que as elites se revestiam, aliada à expressão de sociabilidade dos estratos sociais mais elevados da sociedade portuguesa. Representavam, de facto, uma das diversas expressões do que significava viver à “luz da Nobreza”. Para além do mais, as pratas constituíam um fortíssimo elemento de reserva de valor (…). O século XIX revelar-se-á, contudo, menos selectivo quanto aos usufrutuários das peças de prataria do que verificamos até então. De resto, este factor acompanhou um movimento geral de alterações de mentalidades, hábitos, usos e costumes, fazendo perder, a nível dos objectos e da sua natureza específica, uma expressão classicista. Tal implica que um cada vez maior número de pessoas adquirisse e possuísse peças neste metal, leque alargado a franjas cada vez maiores de membros da burguesia. Poder-se-ia afirmar, com alguma benevolência e relativismo de análise, que assistimos a uma progressiva democratização da posse de peças em prata. Os dotes populares, no entanto, continuam a revelar que este metal precioso se encontrava praticamente ausente do uso por estes grupos sociais. (…) Em termos sociológicos, Portugal assistia a uma profunda alteração dos princípios e valores que presidiam às elites e ao seu modus vivendi. Na primeira metade de Oitocentos, é perceptível o fim de um tempo secularmente alicerçado, o Antigo Regime, e o surgimento de novas classes sociais, fruto da expansão dos negócios, posterior à nacionalização dos bens das ordens religiosas e a altos interesses de emergência do liberalismo, com o pagamento de favores. (…) A percepção das peças de prataria, não deve contudo ser realizada sem as separar dos objectos das restantes artes com as quais conviviam. Novos serviços de porcelana francesa ou de cerâmica francesa ou de cerâmica inglesa eram utilizados, cristais eram encomendados, retratos das novas personagens pintados, ambientes decorativos reformados, em novas edificações ou noutras renovadas. (…) Os principais centros produtores de peças de prataria em Portugal continuam a ser, na primeira metade do século XIX, as cidades de Porto e Lisboa. Outros locais de execução de peças de prataria, como Guimarães e Braga, persistem no labor argênteo. Évora e Coimbra não possuem expressão assinalável, ao que nos é dado observar pelos exemplares chegados até aos dias de hoje (…)
							Gonçalo de Vasconcelos e Sousa


In Catálogo da exposição - Barão de Forrester:  Razão e sentimento. Uma História do Douro (1831-1861); Museu do Douro, 2008. https://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/19603

C O N T A C T O S

Av. Central, n.º 61

4710-228 BRAGA

Telef. 253 601 275

sec@mns.uminho.pt

www.mns.uminho.pt

www.mns.uminho.pt/fototeca.html

Para remover o seu nome da nossa lista de correio, envie um e-mail com o assunto “remover” para o endereço sec@mns.uminho.pt

Sugestões ou comentários? Envie-nos uma mensagem de correio eletrónico ou ligue para 253601275





Mensagem anterior por data: [Museum] PROGRAMAÇÃO | SETEMBRO | MUSEU NOGUEIRA DA SILVA Próxima mensagem por data: [Museum] OFICINA TEATRO D. ROBERTO (construção e manipulação de marionetas)
Mensagem anterior por assunto: [Museum] OBJETO DO MÊS | SETEMBRO | MUSEU NOGUEIRA DA SILVA Próxima mensagem por assunto: [Museum] OBJETO DO MÊS NO MUSEU DA LUZ