Lista museum

Mensagem

[Museum] Exposição "À Procura da Arca Perdida. Comandante Estácio dos Reis (1923-2018)"

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>, "histport" <histport@ml.ci.uc.pt>, "archport" <archport@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Exposição "À Procura da Arca Perdida. Comandante Estácio dos Reis (1923-2018)"
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Sat, 22 Sep 2018 18:23:29 +0100

Nova Exposição temporária. O tema é a vida e a obra do Comandante Estácio dos Reis (1923-2018), que entre outros trabalhos, também estudou o Gabinete de Física da Universidade de Coimbra, o Observatório Astronómico de Lisboa, os Instrumentos Náuticos, com destaque para o astrolábio. Uma exposição a não perder!

 

 

 

MUSEU DE MARINHA VAI TER NOVA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA

 

“À Procura da Arca Perdida. Comandante Estácio dos Reis (1923-2018)” é a exposição temporária que estará patente no Museu de Marinha, de 28 de setembro de 2018 a 3 de janeiro de 2019, sendo uma exposição que tem por tema a vida e obra do Capitão-de-mar-e-guerra Estácio dos Reis.

Ao Comandante Estácio dos Reis deve-se a identificação do nónio, que se encontra no Museu de História da Ciência de Florença, em Itália, tratando-se do único construído segundo o método de Pedro Nunes no século XVI, adaptado a um quadrante náutico. Além disso, teve também um papel importante na integração de astrolábios e de dois globos de William Jansz Bleau, de 1645 e 1700, nas coleções do Museu de Marinha.

A exposição temporária estará patente ao público na Sala Seixas do Museu de Marinha, e poderá ser visitada todos os dias, das 10h às 18h, até 30 de setembro, e das 10h às 17h, a partir de 1 de outubro, sendo a última entrada 30 minutos antes da hora de fecho.

Mais informação em: goo.gl/ohK5i9

 ADENDA

         Colheu-me de surpresa, confesso, a notícia desta exposição evocativa da vida e obra do Comandante Estácio dos Reis. Não me chegara, de facto, a notícia da sua morte, ocorrida, sei agora, a 4 de Março deste ano, aos 94 anos.

            Nuno Crato traçou dele uma evocação sentida, no Observador de 6 de Março - https://observador.pt/opiniao/adeus-a-estacio-dos-reis/ -, reproduzindo uma fotografia do Comandante, gentilmente cedida por Fernando Correia de Oliveira e que, com a devida vénia, reproduzo.

Fui, ‘comandado’ por Estácio dos Reis, de 14 a 22 de Maio de 1989, na expedição à ilha de Great Abaco (Baamas), a fim de investigar a autenticidade de grafitos aí existentes atribuídos a navegadores portugueses de 1450, a mando da Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Relembro, com saudade e não menos sentida emoção, o que foram esses dias, em que – quase às cegas – daqui nos partimos para Miami e dali, num aviaozinho que a equipa (em que também ia Francisco Hipólito Raposo) ocupou na totalidade, para Great Ábaco. A expectativa quando descemos à gruta onde estava gravada a «caravela» com a data, o sorriso quando descobrimos que não era caravela mas um iate, que a bandeira não tinha a Cruz de Cristo mas era, sim, a bandeira inglesa, e que a data 1450 ou 1460 fora gravada não havia muito tempo. Regressámos, missão cumprida, por Nova Iorque, precisamente porque Estácio dos Reis precisava de acertar os últimos pormenores da Exposição Portugal-Brasil a que abaixo se faz referência.

Guardo, pois, de Estácio dos Reis, para além da sua enorme competência científica, a amabilidade, a bonomia, a serenidade e, acima de tudo também, a humildade que é própria dos grandes sábios.

Que descanse em paz! E nunca será de mais aplaudir o Museu da Marinha por esta tão oportuna iniciativa.

Permita-se-me que – também com a devida vénia – transcreva o que, na Internet, se pode ler no Jornal da Economia do Mar.

           

                                                           J. d’E.

 

Comandante na reserva, com uma carreira de mais de 30 anos na Marinha, foi considerado uma das principais autoridades mundiais em instrumentos de marinharia

Faleceu recentemente, aos 94 anos, o Comandante Estácio dos Reis, que foi, segundo refere a Marinha, “um dos principais investigadores da História da Marinharia e dos Instrumentos Náuticos” e “uma das maiores autoridades internacionais em termos de instrumentação de marinharia”.

Nascido em Lisboa, Estácio dos Reis entrou na Marinha em 1943 e aí fez uma carreira com mais de três décadas, durante as quais embarcou e desempenhou comissões no Ultramar e no estrangeiro, até passar à reserva, em 1979.

Depois disso, dedicou-se à ciência náutica e em 1980 foi colocado no Museu de Marinha, onde organizou várias exposições. Em 1982 fez parte da Comissão Cultural da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura e depois disso da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Em 1990, participou na Exposição Portugal-Brasil – A Era dos Descobrimentos Atlânticos, em Nova Iorque, que nesse ano foi repetida na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Um ano depois, reformou-se, mas prosseguiu a sua pesquisa

Pertenceu igualmente à comissão científica que reeditou das Obras Completas de Pedro Nunes, coordenada por Henrique Leitão, e que seriam publicadas entre 2002 e 2011, e foi autor de diversas obras, entre livros e artigos.

No portal oficial da Marinha refere-se que “revelou, ao longo da sua vida, particular fascínio pelos astrolábios” e que a ele se deve “a riqueza única da maior colecção de astrolábios, patente no Museu de Marinha”. Numa nota de pesar pelo seu falecimento, o Chefe de Estado-Maior da Armada, Mendes Calado, referiu sobre ele que “poucos trouxeram tanto saber e dignidade científica às obras e artigos publicados”.

Jornal da Economia do Mar


Sem vírus. www.avast.com



Attachment: Estácio dos Reis.jpg
Description: JPEG image


Mensagem anterior por data: [Museum] Festival Romano | Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas Próxima mensagem por data: [Museum] image010.png
Mensagem anterior por assunto: [Museum] Exposição "Arrábida - Roteiro de Afetos" | 24 Junho | 18h30 | MAEDS Próxima mensagem por assunto: Re: [Museum] Exposição "À Procura da Arca Perdida. Comandante Estácio dos Reis (1923-2018)"