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Após a exposição do
robot Žylěch
(ver mensagem n.º 19282) recebemos uma proposta inesperada. Vinda, não do mundo-da-Arte, mas, do mundo-da-Educação/Formação.
O Conselho de Administração de uma Escola (equivalente aqui em Portugal ao nível do Preparatório e Secundário) propôs que se construísse um
Protótipo de um novo conceito de Escola, onde o robot Žylěch
passaria a ser a figura central, por ser nele que confluiriam as tarefas educativas e formativas. Ou seja, a construção, programação, atualização das bases-de-dados, controlo e regulação do método do algoritmo, a atualização dos modos da IA ensinar o robot
a aprender, o interface das perguntas/respostas, os interfaces de visualização à distância e de impressão (2D e 3D) de documentos, etc.,.. constituiriam a atuação estratégica da Escola (de todos os intervenientes no processo educativo de aprendizagem,
ensino e formação existentes na Escola).
De modo a que docentes e discentes, mas também empregadores e empresas, trabalhassem em conjunto para produzir naquela Escola um
robot que conseguisse responder a todas as perguntas de Conhecimento.
Em que a relação dos discentes/formandos e formadores/professores passaria a ser diferente da habitual. Pois trabalhariam em conjunto (como numa fábrica) para construírem (e darem
contributos) para a construção dessa máquina que lhes facultaria as respostas para as
perguntas de Conhecimento que queriam saber/aprender. Essa máquina, ao ser aperfeiçoada permanentemente com os dados mais recentes da Ciência e do Conhecimento, e ao ser possível ser continuada pelas sucessivas gerações da Escola, tornar-se-ia
num Manual de Ensino/Aprendizagem/Formação acedível de modo universal e público. Mas também um processo de construção social partilhado de um
Objeto que forneceria um Serviço de Conhecimento melhor, mais atualizado, e de mais qualidade científica e técnica do que as capacidades e recursos ao alcance daquela Escola
per si pelo modelo atual.
Uma proposta inesperada, mas interessante. Porque poderia ser replicada e generalizada. Uma verdadeira
democratização do Conhecimento, em que a assimetria da qualidade dos conteúdos (dados e conhecimentos), [seja por falta de recursos, pelas limitações humanas das competências cognitivas existentes naquela Escola, ou pela distância aos centros
da vanguarda da Ciência e Tecnologia], poderia ser efetivamente diminuída.
Pedro Manuel-Cardoso |
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