
O ponto de partida do AEPC foi bem caracterizado por um Eurobarómetro divulgado faz agora um ano. Importa-se em especial, no caso português, ter presente os seus resultados pela crueza que nos retratam.
O ano foi preenchido por largos milhares de actividades que atingiram ou envolveram milhões de participantes, de acordo com dez linhas de orientação principal. Ao longo do ano foram produzidos alguns documentos de referência.
Pergunta-se agora o que poderá acontecer no futuro. A Comissão Europeia começou a preparar aquilo que chama de “Estratégia para o Património Cultural”. Mas são grandes interrogações se colocam presentemente ao futuro da União Europeia. O Conselho da Europa, pelo seu lado, vem desenvolvendo uma estratégia de acção no Património Cultural que chama “Estratégia do Património Europeu para o século XXI” e se pretende constituir uma aplicação e desenvolvimento da chamada Convenção de Faro. As próprias Nações Unidas incluem, embora timidamente, o Património Cultural na sua Agenda para 2030.
Por tudo isto talvez se possa dizer que, no curto prazo, o ganho do AEPC terá sido o da maior visibilidade do Património Cultural e dos Museus, alargando os seus horizontes conceptuais, e colocando-o na agenda e no discurso dos políticos. Mas no médio e longo prazo só novos Eurobarómetros permitiram avaliar se se teve mesmo sucesso e em que dimensão.
[Luís Raposo]»
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