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Estudos Aprofundados de Cultura sobre o Ser-humano
oficina de transformação do
Ser-humano
através do
Modelo Antropológico da Inteligibilidade e da Condição Humana discernido pelo Impronuncialismo
um sítio para transformar o
Ser-humano pela Cultura
Oficina Žylěch, em parceria com a UL
2019
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i) A ansiedade pela Sobrevivência (também designada por “perpetuidade”,
“eternidade”, “evolução”, e outros nomes) e pelo perigo de Extinção provocam a procura de um caminho para a “Salvação” (no sentido de
Continuidade, ou de tentativa para alcançar a propriedade físico-química
SAP2i), que modifica (re-programa, transforma) o Objecto-inicial (corpo, infraestruturas, objectos, «aquilo que foi herdado e construído») (Variável 1). Essa modificação é realizada através da adopção de diferentes decisões da
Cognição (Variável 2) que, subsequentemente, são a causa das modificações nas
Variáveis 3, 4 e 5 (V3.Comportamento/uso; V4.Ética/regulação; V5.Valor/relevância). Ou seja, nas outras tarefas e acções que orientam e dão sentido à
Vida. Essa ansiedade por essa procura tem a força/energia suficiente para
converter essa busca pela “salvação” numa crença, fé ou ideologia. E a força suficiente para mudar o
Paradigma (caminho) anterior, substituindo-o pelo seguinte, sobretudo quando se constata que o anterior esgotou a sua eficácia.
Um exemplo recente mostra a pertinência deste Modelo Antropológico da Inteligibilidade e da Condição Humana.
Teste-se e avalia-se a pertinência deste Modelo perante a mudança na consciência provocada pela constatação actual de que a galáxia Via Láctea está a aproximar-se da galáxia de Andrómeda a uma velocidade média de 300 quilómetros por segundo, prevendo-se
a fusão daqui a alguns milhares de milhões de anos. Esta mudança, no curto-prazo, tende a dividir os «humanos» em grupos religiosos e ideológicos; e com o tempo, a separar a espécie dita «Humana» de Outra que terá outro nome, tal como ocorreu com as que nos
antecederam no passado filogenético.
ii) A Definição daquilo que é o
Ser-humano não será outra? Por exemplo:
“O corpo do Ser-humano provavelmente é um objeto físico, mas não é evidentemente o corpo anatómico dito «Homo
sapiens sapiens». O Ser-humano não está nessa escala. Nem sequer está concluído. É uma coisa física que vai emergindo, e se vai alojando em todos os corpos, objectos e suportes que usa na Filogenia para vir-a-ser. Tal como uma semente ou um ovo que vão germinando.
Fá-lo através de níveis de complexidade impulsionados por uma codificação interna (programa), feita de uma substância bioquímica a que actualmente damos o nome de ADN. E independentemente do esforço adaptativo (darwinista) dos fenótipos. O Património serve
para executar a passagem entre os níveis de complexidade e evitar perdas com a mudança de composição dessa substância codificadora. O Ser-humano é um projecto em execução, que se vai construindo através de todos os corpos/casas/suportes necessários à sua fabricação,
cada um dos quais julgando que o É, ou julgando que se trata de um deus a priori. Porque pressentem que está em si esse desígnio, sem entenderem que são apenas uma parte desse trabalho. A esse Ser chamo: «o Ser que há-de vir», mesmo que o adjectivo
“humano” deixe de fazer sentido” (Pedro Manuel-Cardoso, 3dez2016, “Contributo para uma redefinição do objecto da Antropologia, Pós-humanidade: a génese
do Ser que há-de vir”)
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