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O ano de 2019 promete mais alguns pequenos passos na consolidação do
Impronuncialismo enquanto método de pesquisa, de conhecimento e de
acção.
A escala onde o «Ser-humano» intervém --- para pesquisar e transformar, quer a natureza/universo quer o suporte (corpo) que actualmente habita --- vai fazendo o seu inexorável caminho. Enquanto
isso sucede, é o processo de Comunicação e a Linguagem que se vão gradualmente alterando. O “sistema de percepção e dos sentidos” afasta-se do modelo de James Gibson ou de Edward Wilson.
Com as “Syncells” (células sintéticas com aproximadamente 10 micrómetros) conseguimos entrar na corrente sanguínea e noutras infraestruturas semelhantes,
permitindo acções de monitorização, de modificação, e até de gravação e impressão de dados. Ao microscópio já é muito
difícil distinguir esses robots celulares das células naturais.
Com o dispositivo “AlterEgo” (“Computer system transcribes words users speak silently.
Electrodes on the face and jaw pick up otherwise undetectable neuromuscular signals triggered by internal verbalizations (saying
words «in your head») but are undetectable to the human eye” Arnav Kapur, MIT, 4april2018) entramos no mundo da comunicação em que a voz e o ouvido deixam de ser tão necessários
em termos da Adaptação darwinista.
Em dezembro de 2018 foi a vez dos trabalhos publicados na revista
Nature Materials:
Anunciam-se dispositivos que manipulam as sub-partículas dentro dos átomos para realizar operações de computação.
Em 2019 muitos outros exemplos desta capacidade de alojar a especificidade do
Ser-humano
noutros corpos/suportes/materiais/substâncias será um facto que obriga a redefinir o conceito de Ser-humano, tal como fizemos com o “Modelo
Antropológico da Inteligibilidade e da Condição Humana”, e com a “Oficina
de Transformação do Ser-humano” que se iniciará no próximo ano.
O Património tem um contributo importante a dar nesta
Mudança de paradigma. Concretamente, para evitar perdas na passagem entre os
níveis de complexidade
ao caminharmos por escalas
cada vez menores e não codificáveis por parte do actual sistema de percepção (corpo).
O mundo do
Impronuncialismo
está aí, de facto, ao virar da esquina.
Pedro Manuel-Cardoso
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