Resumo da conferência:
«A Imprensa Nacional, criada em 1768, desempenha desde então um papel histórico no quadro editorial, cultural e de valorização da língua portuguesa que hoje se materializa na sua missão então editora pública de caráter supletivo.
Ao longo de todo o seu percurso, a Imprensa marcou profundamente o setor das artes gráficas do nosso país, com momentos mais significativos entre os quais se destaca o período da Primeira República, sob administração de Luís Derouet, durante a qual foi particularmente valorizada a sua vocação pedagógica e cultural.
Com a nomeação do republicano Luís Derouet para a Direção da Imprensa Nacional, logo em 6 de outubro de 1910, emergiu um novo paradigma de missão pública, onde a visão republicana de democratização do conhecimento e do alargamento do acesso à educação se refletiu na organização do operariado e no ensino.
De destacar, em 1911, a criação de visitas de estudo para os aprendizes das escolas profissionais, destinadas a promover a cultura geral dos alunos, a organização de uma série de conferências de «divulgação científica e artística, a promoção da primeira exposição de artes gráficas realizada no país e acolhida pela Imprensa Nacional em 1913 e a participação na Exposição Internacional da Indústria do livro e Artes Gráficas de Leipzig, em junho de 1914, onde a Imprensa representou oficialmente Portugal.
Já no pós Grande Guerra, Luís Derouet promoveu a construção e abertura da nova biblioteca, inaugurada em 1923 com a vocação de promover o conhecimento e estudo das artes gráficas, estando também na origem da organização de várias exposições bibliográficas e da PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DE EX-LIBRIS DO NOSSO PAÍS, ACOLHIDA NA IMPRENSA EM 1927.»