Abre na
quinta-feira, 16, no Museu do Oriente, a exposição Viagem através da Pintura, da autoria de Yang Din que ali estará
patente até 25 de Agosto.
Recorta-se da página
do Museu o anúncio respectivo:
Os quadros do pintor Yang Din que compõem a presente exposição, num museu onde
uma das missões consiste em recordar as pontes históricas entre a China e
Portugal, transmitem uma imagem intensa da energia vital universal. Pintadas
até 2008 (data em que um grave acidente levou o artista ao coma a que se seguiu
um período de quatro anos de repouso absoluto) e, de novo, durante e após a
convalescença, cada uma destas pinturas revisita infinitamente, ainda que de
formas distintas, o tema da existência enquanto experiência de deslumbramento.
Tal está patente nos sujeitos mais singulares: aqui, o tronco recurvado de uma
árvore, forjado pela passagem do vento. Ali, o recorte de uma folha desta mesma
árvore, que o sol faz resplandecer e o Outono pinta de forma particular,
tornando-a única. Noutro lugar: a sombra de um cão tranquilo, o contorno de uma
pedra polida, o de uma nuvem encarneirada, de uma maçã, de uma mesa ou de um
peixe. Mais recentemente: a silhueta do Buda ou a de um jardineiro. Tantos
caracteres caligrafados, cujas curvas constituem os elementos de um alfabeto
tranquilizador, elementar e útil. «Um pouco é suficiente. Demasiado não é para
mim».
Guardião de ofuscamentos, como quando caminha pelo deserto de Gobi ou do
Sahara, sem nunca fazer esboços, mas guardando preciosamente «tudo na cabeça»
diz Yang Din, que nos oferece uma sublime viagem através da pintura.
«Quem é que nos
proporciona uma alegria tão pura
como a proporcionada pela visão
de uma pequena nuvem branca no céu azul?»
Christian Bobin
Yang Din [Shantou, 1958],
licenciou-se pela École Nationale Supérieur des Beaux Arts de Paris. O
seu trabalho é exposto em galerias, fundações e museus em França e no
estrangeiro, com destaque para a Ásia, incluindo na Fundação Oriente, em Macau;
na galeria kwai, em Hong Kong e na Modern Art Gallery, em Taiwan.