Um museu manhoso, com cara de cu à paisana.
Do ''museu da gestualidade'' ao museu salazar.
''Será possível compreender o Neolítico sem o Paleolítico? Será possível compreender o Renascimento sem a Idade Média? Será possível compreender a Idade Moderna sem o Antigo Regime? Será possível compreender a Iª República em Portugal sem a decadência do final da Monarquia? Será possível compreender o Estado Novo sem a corrupção e a anarquia da Iª República? Será possível compreender o atual regime Abrilista sem o autoritarismo e violência do Estado Novo? Será possível compreender o atual populismo e radicalismo sem a corrupção e compadrio do atual regime Abrilista, onde os mais qualificados emigram, o abandono escolar é um dos maiores da Europa, e o trabalho precário impede construir o futuro das gerações mais jovens?''
Pedro Manuel Cardoso apresenta-se publicamente nesta breve nota curricular.
''Pedro Manuel-Cardoso é Pós-Doutorado pela Universidade de Lisboa. Antropólogo e Museólogo. Investigador e Docente Universitário.
Participou em Júris de Doutoramento e Mestrado na qualidade de presidente, arguente e vogal. Desempenhou funções de consultoria e assessoria em Gabinete Ministerial tendo obtido louvor público. Desempenhou os cargos de Diretor de Serviços e Chefe de Divisão na Administração Pública.
Participou em Comissões de Avaliação Técnica. Foi nomeado oficialmente para vários projetos interministeriais, dos quais destaca a Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (MDN/PCM).
No domínio da Antropologia: Deteta a simetria isomórfica como comportamento invariante em práticas humanas ritualizadas (1986). Verifica empiricamente a ocorrência de um algoritmo de quatro operações (FRSI) transversal e resiliente à generalidade dos comportamentos e transformações ditas «culturais» (1986). Autor da descoberta da Estrutura da Relevância (2008), uma codificação no cérebro humano transversal aos diferentes contextos sócio-históricos que retém e fornece a priori os critérios para as decisões sobre a Relevância permitindo compreender melhor o processo de transmissão de sistemas de comportamentos sociais entre diferentes épocas. Indica três novos tipos de comportamentos humanos capazes de produzirem variação no processo evolutivo (2011). Formula a hipótese de ser necessário acrescentar uma quarta variável à teoria darwiniana para estabelecer melhor a relação entre a Seleção Natural e a Variação no processo evolutivo e incluir o fator cognitivo, que designou por Transformação (2012). Formula um modelo para descrever com mais rigor científico os objetos materiais e imateriais, que designa por Conceito Heptadimensional da Realidade (2014). Formula a Matriz Antropológica do Agir Humano e a respetiva Equação, conseguindo descrever com mais rigor o comportamento humano, e até antecipar o seu cálculo estabelecendo perfis para cada acção e para cada época (2015). Em 2015 deteta os cinco níveis cognitivos em redor dos quais se organiza o comportamento especificamente antropológico. Formula a hipótese da existência de um Corpo do Ser Humano diferente do Corpo Humano, definindo-o como Uma Física com a Propriedade Química de Decisão originado a partir da vida eucariote, propondo uma metodologia científica para o investigar (2015). Formula a hipótese da existência de um código ao nível da física anterior ao ARN e ADN, implicando a tese de que há uma sucessão de codificações entre a física, a biologia e a cultura. No domínio da Hermenêutica e da Arte deu origem ao Impronuncialismo (LxFactory, 2012). No domínio da Museologia e Património, é co-fundador do Museu da Gestualidade (1994). Em 2013 obtém o registo de diretos-de-autor do Projeto de Investigação Científica e de Musealização da Gestualidade Humana. Autor dos projetos museológicos MND (2008) e CCO (2016).''
''Pós-Doutorado pela Universidade de Lisboa, antropólogo (FCSH/UNL) e museólogo, autor dos projetos “Museu Nacional do Desporto” (1999 e 2008) e “Casa da Cultura do Olimpismo” (2016).
Membro da Comissão “Cultura e Desporto” do Comité Olímpico de Portugal.
Membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Membro do Conselho Internacional de Museus (ICOM/UNESCO).''
Portal da Assembleia da República.
Pedro Manuel Cardoso acaba de se perfilar na primeira linha dos arautos do museu salazar, uma manha, uma diligência matreira que sabemos agora, depois da arremetida pública de Luís Reis Torgal, era há muito caldeado, no caldeirão dos bruxos, no Centro de Estudos interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, com figurino de ''centro interpretativo do Estado Novo''.
Luís Reis Torgal alega em abono do museu salazar, ou centro interpretativo ou o raio que o parta, que as vozes que se têm levantado contra são néscias vozes daqueles que não têm mais em que pensar porque este ano não fomos brindados com um Pedrogão Grande para ocuparmos a nossa índole e consciência resingona.
Luís Reis Torgal é como eu um fóssil numa prateleira do museu dos Serviços Geológicos. Ninguém já nos liga e todos sorriem com as nossas manhas matreiras.
Mas o Pedro Manuel Cardoso mete respeito. Inventor com patente registada de inúmeras novidades, comissão para aqui, comissão para acolá, é ainda Membro do Conselho Internacional de Museus.
Foi o inventor do ''museu da gestualidade'' e do ''impronuncialismo''. Tudo dito.
Sabem o que é a gestualidade? Sabem o que é o impronuncialismo.
Impronuncialismo é o gesto que nos auxilia a pronunciar que o impronunciável não só é pronunciável mas pode ser sintético.
''Será possível compreender a Iª República em Portugal sem a decadência do final da Monarquia? Será possível compreender o Estado Novo sem a corrupção e a anarquia da Iª República? Será possível compreender o atual regime Abrilista sem o autoritarismo e violência do Estado Novo? Será possível compreender o atual populismo e radicalismo sem a corrupção e compadrio do atual regime Abrilista, onde os mais qualificados emigram, o abandono escolar é um dos maiores da Europa, e o trabalho precário impede construir o futuro das gerações mais jovens?''
Ora aqui temos, liminarmente, o propósito do museu Salazar.
É o museu que nos vai permiitir compreender o actual regime abrilista, o populismo, o compadrio e a corrupção do regime abrilista, a corrupção e a anarquia da primeira república. E a razão por que os jovens, os mais jovens, preferem Salazar.
É um museu com cara de cu à paisana. Só pronunciável no âmbito do impronunciável. Um museu para especialistas, como nos ensina Reis Torgal.
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Manuel de Castro Nunes