Carlos Carreiro nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, em 1946. É trisneto do pintor eborense Cândido José Xavier, que chega a S. Miguel para decorar, a fresco, as paredes de casas senhoriais e para realizar cenários no Teatro Micaelense. Cândido José casa-se com uma micaelense e desta união nascem quinze filhos, entre eles Vitória, que viria a casar com António José Raposo, introdutor, no século XIX, da fotografia em S. Miguel. Da união de Vitória e António nascem três filhas, Angelina, Maria da Glória e Emília, que trabalham com o pai no seu estúdio retocando fotografias. Ana Vitória, filha de Angelina e mãe de Carlos Carreiro, aprendeu, nos anos 20/30 do século XX, pintura decorativa tendo-se dedicado ao ensino particular desta prática artística.
É neste contexto que cresce Carlos Carreiro.
Em 1963 vai para Lisboa estudar Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, curso que abandona em 1965 para se matricular, nesse mesmo ano, no curso de Pintura da então Escola Superior de Belas Artes do Porto. Conclui, em 1972, o curso complementar de Pintura com 19 valores, tendo sido professor da Instituição de 1977 a 2003 (Professor Associado com Agregação).
Começou a expor em 1967, em maio, na ESBAP na Exposição Extra-Escolar. Nesse mesmo ano, em junho, participa no Salão Nacional de Arte do SNI, que decorreu no Palácio Foz, em Lisboa, e posteriormente no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Pintor compulsivo, estas seriam as primeiras exposições de uma longa carreira expositiva: 74 exposições individuais e mais de 300 coletivas. (...)
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