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[Museum] O primeiro Objeto a ser visto nascer pelos Humanos

To :   museum <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] O primeiro Objeto a ser visto nascer pelos Humanos
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Mon, 28 Oct 2019 11:23:47 +0000

 

Aconteceu o mês passado. Ver o estrôncio a nascer da colisão de neutrões. Ver como de um «não-objeto» (inexistência de “massa”) se formou um «objeto» (metal pesado designado “estrôncio”). Como da “luz” se fez um grão de Mundo. Tendo isso provocado um tremor no universo (“ondas gravitacionais”), que até curvou o espaço-tempo.

Ora, este Objeto (estrôncio), existindo cá in illo tempore, cujo nascimento só agora se pôde ver, não merece ser musealizado/patrimonizado? Exatamente para sinalizar essa relevância, de ter sido só agora que xs Humanxs o viram (ou dele, só agora, ter tomado consciência de si).

Este momento sensorial e cognitivo dxs Humanxs, que a sua evolução agora proporciona, não é também o momento da reconceptualização do Objeto em Património (e “museus”)?

Se todos os “Objetos” possuem esta heptadimensionalidade (como venho dizendo há anos), e se internamente as suas partes se unem com tamanha força e energia, então, não terá chegado o momento de uma nova releitura do Património?

Por exemplo, na sala 8 (“Circular”) da ex-exposição do MNAA (“museu das descobertas”/ 31maio a 29set2019), olhar o percurso dos Objetos através da relação (bayseana e laplaceana) entre Verdade e Probabilidade. Cuja consequência imediata (educativa e lúdica) seria mudar a atual concepção de tempo e espaço em Património? Substituindo-a por esta:

 

«Existe, em termos matemáticos, para um tempo/espaço quantificado (R), e para um objeto/facto particular (N), uma qualquer diferença (X) entre [O1, O2, O3], ou [U1, U2, U3], ou [V1, V2, V3]?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OBJETO/FACTO

 

 

 

 

 

 

 

 

USO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VALOR/SIGNIFICADO

 

 

PASSADO

Antes

Anterioridade

 

 

O1

Objetos/Factos tal como existiam no Passado

 

U1

Uso dado no Passado

 

V1

Valor que tinham no Passado

 

PRESENTE

Agora

Contemporaneidade/Coetaneidade

 

 

O2

Objetos/Factos tal como existem no Presente

 

U2

Uso dado no Presente

 

V2

Valor que têm no Presente

 

FUTURO

Depois

Posterioridade

 

 

O3

Objetos/Factos que se propõem para o Futuro

 

 

U3

Uso que se propõe para o Futuro

 

V3

Valor que se deseja que venham a ter no Futuro

 

E assim sucessivamente, noutras mudanças inevitáveis e necessárias neste séc.XXI perante os avanços no Conhecimento (como o «novo crispr-cas9» de David Liu, que exigirá a reconceptualização da ideia de Vida e de Ser-humano).

Uma realidade e uma relevância patrimonial que, de facto, exigem um Léxico de Patrimologia muito diferente do proposto pelo ICOM/ICOFOM, ou pela recente discussão acerca da definição de “museu”.

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 





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