«D Duarte Nuno (1907-1976), duque de Bragança era neto do rei D. Miguel, pertencendo ao chamado ramo miguelista ou legitimista da família de Bragança. Nascido na Áustria, viveu quase 45 anos neste país, assim como na Alemanha e na Suíça, dependendo das oscilações da política europeia, sobretudo nos contextos das duas guerras mundiais. Foi pretendente ao trono de Portugal de 1920 a 1976. Até 1932, teve apenas o apoio dos miguelistas e dos integralistas, mas, a partir da morte de D. Manuel II congregou em seu torno a quase totalidade dos monárquicos portugueses. Em 1942, desposou a princesa brasileira D. Maria Francisca de Orléans e Bragança, de quem teve três filhos, D. Duarte Pio, D. Miguel e D. Henrique. Nos anos 50, após a revogação das leis do banimento de 1834 e 1910, fixaram residência em Portugal. D. Duarte Nuno apoiou sempre o Estado Novo, esperando que o regime acabasse por evoluir para a Monarquia, o que nunca aconteceu.»
Paulo Drumond Braga é licenciado em História, mestre em História da Idade Média e doutor em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigador do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes, da Cátedra Infante D. Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (CIDH) / Cátedra Convidada FCT / Universidade Aberta e do CLEPUL (Centro de Línguas e Culturas Lusófonas e Europeias), da Universidade de Lisboa. É autor de mais de centena e meia de artigos e comunicações a congressos, assim como de 24 livros, boa parte dos quais biografias de figuras da casa real, sendo os mais recentes Nas Teias de Salazar. D. Duarte Nuno de Bragança (1907-1976) entre a Esperança e a Desilusão (2017), D. Maria II. Uma Mulher entre a Família e a Política (2019) e D. Filipa de Bragança. Lutar pela Restauração da Monarquia no Portugal de Salazar (2019).