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Em tempo de clausura anatómica, através das propriedades quânticas da comunicação à distância, com sete
Colegas de diferentes países e culturas, juntámo-nos para conceber o protótipo do
Projeto de «O PRÓXIMO MUSEU».
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O PRÓXIMO MUSEU

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O
input (a definição-de-partida de «O PRÓXIMO MUSEU») foi:
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«O PRÓXIMO MUSEU» (X) é o logaritmo de [Estudo e Investigação; Conservação e Documentação; Divulgação e Sensibilização; Educação e Acessibilidade; Valorização Cultural]
(Y). Concretamente: [1.Robotic Engineer, 2.Robotic Controler, 3.Research Develop, 4.Code Tec, 5.Build Control, 6.Create-Edit, 7.Present-Share]
(B).
Ou, dito de outro modo: B é o expoente de Y em X; LOG b(y).
Ou seja, X = LOG b(y). O que implica, LOG b(xy) = LOG b (x) + LOG b (y), desde que
B, X, e Y sejam «Objetos», e B seja uma «Construção acedível informacionalmente a Destinatários».
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Assim, o Museu não é «o sítio onde os Objectos estão», mas «aquilo que vai aos Objectos, estejam onde estiverem». “O PRÓXIMO MUSEU” é uma
relação, não é um edifício. “O PRÓXIMO MUSEU” é aquilo que permite estabelecer uma
Relação (informacional, comunicativa, sensorial e educativa) entre, e com, os Objectos. Deste modo, a equipa de “O PRÓXIMO MUSEU” irá/vai aonde estiverem os Objetos que as Pessoas desejem que sejam Património.
A parceria inclui duas Faculdades, de Engenharia e de Ciências Empresariais e Gestão. O projeto está calculado para 30 postos de trabalho, incluindo restauração, prestação de serviços
culturais e acesso (físico, social e cultural) a pessoas da primeira à última idade, tendo por base territorial o Concelho, e por extensão comunicativa a Internet.
Pedro Manuel-Cardoso
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POST-SCRIPTUM:
Património… o tempo do Impronuncialismo
O ano de 2020 promete mais alguns pequenos passos na consolidação do
Impronuncialismo enquanto método de pesquisa, de conhecimento e de
acção.
A escala onde o «ser-humano» intervém --- para pesquisar e transformar, quer a natureza/universo quer o suporte/corpo que actualmente habita --- vai fazendo
o seu inexorável caminho. Enquanto isso sucede, é o processo de Comunicação e a
Linguagem que se vão gradualmente alterando. O “sistema de percepção e dos sentidos” afasta-se do modelo de James Gibson ou de Edward Wilson e aproxima-se do modelo holográfico.
Hoje, com as “Syncells” (células sintéticas com aproximadamente 10 micrómetros) conseguimos entrar na corrente sanguínea e noutras infraestruturas semelhantes,
permitindo ações de monitorização, de modificação, e até de gravação e impressão de dados. Ao microscópio já é muito difícil distinguir esses robots celulares das células naturais.
Hoje, com o dispositivo “AlterEgo” [“Computer system transcribes words users speak silently. Electrodes on the face and jaw pick up otherwise undetectable neuromuscular
signals triggered by internal verbalizations (words «in your head») but are undetectable to the human eye” Arnav Kapur, MIT, 4april2018] entramos no mundo da comunicação em que a voz e o ouvido deixam de ser tão necessários em termos da
Adaptação darwinista.
Em dezembro de 2018 foi a vez dos trabalhos publicados na revista
Nature Materials:
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“Hydrogen finds a home in ionic devices” (Dustin A. Gilbert & Alexander J. Grutter, dec2018): Hydrogen from surface-based electrolysis is implicated
in the operation of high-speed magneto-ionic devices. Functionalizing this discovery, a new family of potentially high-speed, high-efficiency ionic devices is born.
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“Memristors with distorted structures” (Daniel A. Rehn & Evan J. Reed, dec2018): Structural transitions departing from the known phases of
MoTe2 are induced by applying a vertical electric field to multilayers of this material. These distorted structures show distinct conducting states that can be used for resistive memories.
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“Strong Pockels materials” (Mo Li & Hong X. Tang, dec2018): Electro-optic modulators based on epitaxial barium titanate integrated on silicon can
reach speeds up to 50 Gbit s–1.
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Anunciam-se dispositivos que manipulam as sub-partículas dentro dos átomos para realizar operações de computação.
Esta capacidade de alojar partes da especificidade e do fazer humano noutros corpos/suportes/materiais/substâncias será um
facto que obriga a redefinir o próprio conceito de ser-humano (por exemplo, no “modelo antropológico da inteligibilidade e da condição humana” apresentado em 2019 pela Oficina Žyleč).
O Património e os Museus têm um contributo importante a dar nesta
mudança de paradigma. Sobretudo, para evitar perdas na passagem entre os
níveis de complexidade e na viagem por escalas cada vez menores ao caminharmos pela Continuidade
(evolução). Porque, é bom nunca esquecer, que evitar essa perda é a principal finalidade que justifica o património e os museus.
O mundo do
Impronuncialismo está aí, de facto, ao virar da esquina.
Pedro Manuel-Cardoso
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