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MUSEU DOS OBJETOS MATEMÁTICOS
Fundado em 6junho2020, após a Conferência “Impronuncialismo 4”, por Huan Zee Qi, Hieron Friedrich, Lysa McLugg, Pedro Manuel-Cardoso, em parceria com a Sociedade
“O Próximo Museu” e o método “Impronuncialismo”
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Incorporação do
OBJETO 8
(Os Cinco
Sólidos de Platão – Dodecaedro, Tetraedro, Cubo, Octaedro e Icosaedro):


Jayadev S. Athreya,
David Aulicino, W. Patrick Hooper
& appendix by Anja Randecker “Platonic Solids and High Genus Covers of Lattice Surfaces”, 27 May 2020,
Experimental Mathematics / doi.org/10.1080/10586458.2020.1712564.
A incorporação deste
OBJETO 8 permite mostrar aos Visitantes do Museu a questão formulada por Platão há 2380 anos, quando associou o cubo à terra, o icosaedro à água, o tetraedro ao fogo, o octaedro ao ar, e o dodecaedro à “criação dos céus”. Em 27maio2020, em resultado
da descoberta dos matemáticos J.S.Athreya, D.Aulicino e W.P.Hooper, foi corroborada a singularidade do Dodecaedro em relação aos outros quatro “sólidos de Platão”. Concretamente, a possibilidade, exclusiva do Dodecaedro, de se poderem estabelecer diretamente
linhas entre os vértices (sem terem de passar pelos outros vértices). Este facto, permite refletir sobre
a importância das Simetrias na construção dos Objetos, quaisquer eles sejam. Uma questão já referida neste Museu, quando da incorporação do
OBJETO 6 (AMPLITUHEDRON”, Nima Arkani-Hamed 2013 /in Nature Physics 537- 2016).
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Assim sendo,
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A importância do
Museu dos Objetos Matemáticos para a Patrimologia, radica no facto deste museu permitir criar e recriar
todos os outros Objetos (que constituem
a Realidade. Incluindo, todas as sete fases da sua heptadimensionalidade. Logo, os que estão em todos os outros museus e infraestruturas patrimoniais. E a prazo, permitirá associar-lhes aquilo que atualmente se designa por “emoções”, “sentimentos”, “subjetividades”,
e outras “imaterialidades”. Que mais não são do que marcadores codificados na mnése, agora possíveis de simular e calcular, sem que a percepção-cognição humana consiga detectar a diferença entre o «natural/original» e o «artificial/construído/ficcional».
O que determinará uma nova fase na
História da Museologia/Patrimologia (estudo e gestão do Património). E conduzirá forçosamente a uma redefinição de Museu na sua relação com o estudo e gestão do Património. Que já aflorámos em 17abril2020, na mensagem n.º 21129, aqui na
Lista Museum.
O “Museu dos Objetos Matemáticos” pressiona a necessidade de adoptar uma nova definição de Museu. Que apresentámos aqui, na
Lista Museum, em 17abril2020 (mensagem n.º 21129). Concretamente:
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1. O Património é o logaritmo da Relevância. E o Museu o
logaritmo do Património.
2. Um «MUSEU» (X) é o logaritmo do PATRIMÓNIO (Y) (património,
entendido como «a relevância a preservar e transmitir aos vindouros») cuja base (B) é: [Estudo e Investigação; Conservação e Documentação/Codificação; Divulgação e Sensibilização; Educação e Acessibilidade; Valorização Cultural]…X transforma B em Y.
Ou seja, X = Log b(Y).
3. No «PRÓXIMO MUSEU» é R (Robotic Engineer, Robotic Controller,
Research Develop, Code Tec, Build Control, Create-Edit, Present-Share), que faz (executa, calcula) B.
4. Logo, o «PRÓXIMO MUSEU» poderá vir a ser um robot. E o
trabalho patrimonial/museológico será a criação dos algoritmos (IA) que «criam, recriam, editam e partilham» todos e quaisquer Objetos Patrimoniais, em qualquer época ou lugar no espaço/tempo.

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Pedro Manuel-Cardoso
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