Neste workshop exploramos a pluralidade como princípio fundador da prática arqueológica. A Revolução de Abril trouxe consigo a promessa de uma sociedade mais aberta e mais justa, empenhada na diminuição das desigualdades socioeconómicas, raciais e de género. Mas de que modo tal se refletiu na forma como fazemos arqueologia? Atualmente, quem participa na construção do conhecimento sobre o passado? Que narrativas são privilegiadas e quais permanecem silenciadas?
Cinquenta anos depois, a pluralidade enfrenta novos desafios. As redes sociais e a inteligência artificial tendem a definir o tom do diálogo, a promover um discurso único, homogeneizando opiniões e reduzindo a complexidade do debate. Este fenómeno afeta também a arqueologia, condicionando a forma como comunicamos, investigamos e imaginamos o passado. Que espaço resta para a diversidade das vozes, dos métodos e das interpretações num contexto que favorece o consenso algorítmico?
Nesta mesa-redonda perguntamos: de que forma é que os ideais de Abril nos desafiam a pensar a pluralidade na arqueologia? Como podemos lutar contra a uniformização e construir uma prática arqueológica genuinamente democrática?
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