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[Archport] Centro de inovação dedicado ao património arqueológico

To :   "archport" <archport@ci.uc.pt>
Subject :   [Archport] Centro de inovação dedicado ao património arqueológico
From :   José D´Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Sat, 25 Apr 2026 16:43:21 +0100

UAlg recebe 31,5 milhões para criação de um Centro de inovação dedicado ao património arqueológico

 

Abril 24, 2026

 

O Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve vai criar «um centro europeu de excelência» dedicado à inovação tecnológica em património arqueológico», com um financiamento «histórico» de 31,5 milhões de euros.

O projeto é liderado pelo ICArEHB, em parceria com a Christian-Albrechts-Universität zu Kiel (Alemanha), como parceiro de referência, a ERA Arqueologia, maior empresa portuguesa do setor, e a Zartis, consultora tecnológica baseada na Irlanda, revelou a Universidade do Algarve (UAlg), em comunicado.

O montante resulta da conjugação de 15 milhões de euros da Comissão Europeia, atribuídos no âmbito do programa Teaming for Excellence do Horizonte Europa, e de 16,5 milhões de euros de financiamento nacional mobilizados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pelo Património Cultural.

«Trata-se do primeiro Teaming for Excellence alguma vez atribuído em Arqueologia na Europa e do primeiro Teaming for Excellence concedido a uma instituição do Algarve, consolidando a região como polo emergente de investigação e inovação de referência europeia», salienta a Universidade do Algarve, em comunicado.

O UAlgTec Heritage nasce com a ambição de «criar um novo setor europeu de inovação dedicado ao património cultural», a HeritageTech, à semelhança do que já acontece na banca com a FinTech ou na saúde com a HealthTech.

«A diferença é que aqui a tecnologia, em particular a inteligência artificial, será usada para proteger, estudar e dar a conhecer o património arqueológico», sublinha a academia algarvia.

O objetivo é «tornar o património mais visível, mais acessível e mais bem protegido».

Entre as soluções em desenvolvimento contam-se sistemas que ajudam a antecipar riscos sobre sítios arqueológicos ameaçados pelas alterações climáticas ou pela pressão urbana, experiências imersivas em realidade virtual e aumentada para visitantes, e ferramentas de apoio à decisão destinadas a autarquias e entidades públicas responsáveis pelo ordenamento do território.

«Durante muito tempo, a arqueologia foi vista como um setor à margem da transformação digital. O UAlgTec Heritage quer inverter essa narrativa e mostrar que o património pode ser um dos motores mais dinâmicos da inovação tecnológica na próxima década», afirma João Cascalheira, diretor do ICArEHB, citado em comunicado.

A criação do UAlgTec Heritage surge como «culminar de uma trajetória notável de crescimento do ICArEHB, que nos últimos anos se afirmou como um dos centros de investigação mais competitivos do país na captação de financiamento nacional e internacional».

O centro assegurou nos últimos anos seis projetos do Conselho Europeu de Investigação (ERC), representando um financiamento acumulado superior a 11,35 milhões de euros e uma taxa de sucesso acima dos 60%, valores raros no panorama nacional.

«Este financiamento reconhece uma década de trabalho do ICArEHB e posiciona a Universidade do Algarve como referência europeia em ciência e tecnologia aplicadas ao património. É um momento transformador, não só para nós, mas para todo o setor em Portugal», realça João Cascalheira.

Com a criação do UAlgTec Heritage, o ICArEHB consolida um modelo de dupla vocação, mantendo a sua identidade como centro de ciência fundamental de referência internacional, dedicado ao estudo da evolução humana e da pré-história, com trabalho de campo ativo em mais de 20 países.

O UAlgTec Heritage, por sua vez, assumirá a vocação de desenvolvimento tecnológico e impacto societal, traduzindo o conhecimento científico em soluções aplicadas para o planeamento territorial, o turismo cultural, a indústria criativa e a adaptação climática.

No horizonte dos próximos seis anos, a iniciativa prevê ainda gerar mais de 70 empregos altamente qualificados, formar ou certificar mais de 400 profissionais do setor, atrair pelo menos 25 investigadores internacionais e envolver mais de 38 mil participantes em atividades presenciais e digitais.

 


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