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Património de A a Z
As três vias da Arqueologia portuguesa nos finais do século XIX, por Carlos Fabião
Solar Condes de Resende | 10 de outubro, às 15h00
Possibilidade de participação presencial e por videoconferência:
Participar: https://teams.microsoft.com/meet/32229308894875?p=zHMfX1Ycvzwn0tWfPA
ID da Reunião: 322 293 088 948 75
Código de acesso: 8Vi6FX7J
Sinopse:
Na segunda metade do século XIX, com a emergência do paradigma evolucionista para a história humana, mas também com a crescente afirmação dos nacionalismos, emergem distintos modos de indagar os vestígios materiais do passado remoto: a busca das origens do
Homem, com forte relação com o universo dos naturalistas; a busca das origens das nações e o inventário dos “monumentos” antigos, entendidos como património nacional.
Podemos identificar essas três correntes na sociedade portuguesa, emblematicamente representadas por distintos vultos: Carlos Ribeiro, na busca dos mais antigos vestígios da presença humana no ocidente da Península Ibérica; Martins Sarmento, ensaiando a identificação
das origens da nação, que associava aos lusitanos; Estácio da Veiga, inventariando os vestígios materiais do passado através de “Cartas Archeologicas”, primeiro em Mafra, depois, no seu Algarve natal.
Estas três correntes manifestam-se de um modo explícito na nona sessão, em Lisboa, do Congrès International d’Anthropologie et d’Archéologie Préhistoriques. Carlos Ribeiro com o tema do Homem Terciário, vislumbrado nos sílices da Ota, Alenquer; Martins Sarmento
com a exposição dos seus trabalhos em Sabroso e Briteiros, Guimarães; Estácio da Veiga com a apresentação da Carta Archeologica do Algarve.
Carlos Fabião é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (aposentado) e investigador do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (Uniarq). Orientou
e orienta diversas dissertações de Mestrado e Doutoramento na área da Arqueologia.
Têm sido seus temas de trabalho a Economia da Lusitânia, a exploração dos seus recursos e a interação desta província com o restante Império Romano. Desde há alguns anos tem
trabalhado o tema da Arqueologia de Lisboa, quer na vertente historiográfica, quer na vertente da análise crítica dos seus desenvolvimentos e resultados. Colaborou no Projeto Lisboa Romana – Felicitas Iulia Olisipo.
Paralelamente, interessa-se pelo estudo da historiografia da Arqueologia portuguesa.
É autor e co-autor de mais de duas centenas de títulos, entre estudos monográficos, artigos científicos e obras de divulgação, publicados em Portugal, Espanha, Brasil, Inglaterra,
França, Itália, Alemanha e Polónia. Integra as comissões científicas de várias revistas nacionais e internacionais.
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