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Boa tarde,
Os temas ligados ao EROTISMO são para apreciar em dias que o IPMA aponta para uma subida da temperatura gradual até ao próximo Sábado (dia dos Santos Nicandro e Marciano).
Título: Erotismo e metáfora no discurso místico: autores portugueses do renascimento e do barroco
Autor: Eugénia Magalhães
Resumo: O presente trabalho de investigação procede a uma hermenêutica de textos de autores místicos portugueses do Renascimento e Barroco, relidos à luz do erotismo e da metáfora que perpassa o relato das suas experiências místicas: o discurso, as suas categorias e a sua semântica.
Erotismo e metáfora, realidades inerentes a qualquer forma de arte, impõem-se particularmente no discurso místico, nestes períodos históricos, valorizando intensamente emoções de corporalidade, a exprimir desejo de intensa relação presencial e unitiva com o divino. O estudo recai sobre nove místicos portugueses: Leão Hebreu, D. Manoel de Portugal, D. Gaspar de Leão, Frei Heitor Pinto, Frei Tomé de Jesus, Frei Amador Arrais, Frei Agostinho da Cruz, Frei António das Chagas e Padre Manuel Bernardes.
Começa-se por analisar as linguagens do erótico e do metafórico do discurso místico em apreço, explorando as naturezas amatórias – o amante, o amado e o amor – e a sua inter-relação, o discurso desnudado da mística dos sentidos que resulta desta experiência em erologia discursiva, as metáforas erotizadas na dinâmica do erotismo e das naturezas amatórias. Procede-se, de seguida, a uma abordagem da sintaxe de polaridade amorosa na experiência mística portuguesa, perscrutando as agitações amorosas nas naturezas amatórias e a praxeologia das experiências erotizadas da cópula divino-humano. Apresentam-se, neste alinhamento ainda, os fundamentos e enquadramento da experiência dos místicos em estudo, a nível bíblico, teológico, antropológico e psicológico.
Neste curso investigativo, apresenta-se a linguagem como logos e topos da mística, ela não é só o dizer de algo ocorrido; ela é, também, o lugar onde a experiência relacional divino-humano acontece.
O vivido e o relatado do vivido pelos místicos portugueses, como desejo de uma completude absoluta, oferecem-nos uma diferenciada releitura discursiva do erótico e da metáfora. A mística surge, na sua essência e nesta releitura, como afirmação das questões atuais do humano, ao nível antropológico, político, religioso, científico, ético e quotidiano: um elenco de termos, uma estruturação discursiva, uma busca de sentido, em ordem a um neo-paradigma de léxico, de gramática e de sentido para o mundo.
http://hdl.handle.net/10451/25945
Título: O erotismo e a sociedade contemporânea
Autor: Catarina Nadais (http://coimbra.academia.edu/CatarinaNadais )
Resumo: Nos tempos pós-modernos, a velocidade marca passo, tanto nas atividades como nas relações pessoais, num ambiente de hiper-realidade potenciado pelas novas tecnologias. A virtualidade ganha importância numa época marcada por incertezas e como forma de saciar a necessidade de experiências de tensão e excitação, orientadas para uma lógica de consumo e de prazer, onde o risco, os limites e a tolerância podem sempre ser discutidos. É neste ambiente que crescem mercados, que pretendem ser resposta a esta procura de extremos e limites, com interesses controversos com tónica carnal. Neste trabalho apresentam-se lazeres hedonistas, e discute-se a forma como a sociedade entende e lida com o sexo e o erotismo, o uso do corpo, a norma, o desvio e a tolerância.
http://hdl.handle.net/10316/21114
Título: Sexo e erotismo na literatura do Antigo Egito
Autor: Rogério Ferreira de Sousa
Resumo: A literatura é, de um modo geral, um excelente campo de trabalho para o estudo das representações sociais associadas ao corpo e à sexualidade. É na formalidade do texto escrito, com os seus imperativos e as suas omissões, que o investigador melhor divisa o peso das relações sociais, das crenças religiosas e até do contexto político na organização das práticas discursivas. Ao contrário dos símbolos, as palavras definem e delimitam o pensamento, ainda que este possa não traduzir, e frequentemente não faz, a vivacidade e o dinamismo da vida e do comportamento de um povo.
A literatura do Antigo Egipto é um universo demasiado vasto para que aqui o possamos explorar exaustivamente. O acaso, o vigor das crenças funerária e o enquadramento social e geográfico do Egipto legaram-nos um conjunto imenso de textos funerários com uma intencionalidade mágica com os "textos das Pirâmides" os " Textos dos Sarcógrafos", ou o " Livro dos Mortos", Para além deste corpus de cariz funerário, outras composições religiosas, como os extraordinários hinos religiosos que proliferam a partir do Império Novo, conheceram uma notável difusão. Textos sapienciais, mas também contos e narrativas, contribuem para que o mundo em representação disponível ao investigador se abra ao universo da vida quotidiana, transportando. para um horizonte narrativo onde as relações sociais emergem de um modo mais límpido e objetivo.
Dada a vastidão dos textos egípcios que fazem alusão ao sexo e ao erotismo, limitamo-nos aqui a apresentar uma pequena seleção dos textos que consideramos mais representativos para ilustrar as representações egípcias acerca do sexo e das relações entre homens e mulheres.
http://hdl.handle.net/10216/63567
João Francisco A.
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