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Cultura, PIB E OE: não estamos “a pedir a lua”
Está prevista para 6 de Novembro próximo uma manifestação em Lisboa que tem como uma das principais reivindicações o célebre “1% para a Cultura”.
Infelizmente e como já disse não poderei estar presente por ausência ano estrangeiro.
Mas não quero deixar de sublinhar o quanto é justa tal reivindicação. Justa e realista, como em tempos procurei demonstrar em texto de opinião no Público (8 de Dezembro de 2015), quando ao actual Governo se instalava, sob o título “Cultura: até que ponto mudar significa… mudar mesmo” (https://www.publico.pt/2015/12/08/opiniao/noticia/cultura-ate-que-ponto-mudar-significa-mudar-mesmo-1716744).
Actualizados agora os dados, continua a confirmar-se e até se acentua o que aí documentava: Portugal encontra-se em posição muito aceitável quanto aos gastos públicos em Educação, seja em relação ao PIB (sétimo lugar, bem acima da média da EU28), seja em relação ao OE (décimo primeiro lugar, ainda claramente acima da média da EU28). Já quanto à Cultura, Portugal exibe um vergonhoso penúltimo lugar (na EU27, porque se desconhecem ainda os dados espanhóis), tanto em relação ao PIB como em relação ao OE.
Não nos digam, pois, que estamos “a exigir a lua” quando falamos em caminhar para 1% para a Cultura no OE, ainda nesta legislatura, e de também 1% do PIB em mais uma legislatura, no máximo.
Estamos apenas a exigir respeito por nós próprios, enquanto comunidade nacional.
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