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[Museum] Estratégia Nacional de Educação Ambiental e a ausência duma estratégia nacional de educação patrimonial

To :   Museum <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Estratégia Nacional de Educação Ambiental e a ausência duma estratégia nacional de educação patrimonial
From :   Pedro Pereira Leite <pedropereiraleite@ces.uc.pt>
Date :   Wed, 12 Jul 2017 09:18:19 +0100

Foi recentemente aprovada e ontem publicada a Estratégia Nacional de Educação Ambiental: a ENEA. Uma estratégia desenvolvida no âmbito da Agência Portuguesa do Ambiente, com o desígnio de ser mais transversal, mais aberta, e mais participada. 

Tenho vindo a falar noutros lugares, sobre a reflexão que as organizações da cultura e do património deveriam fazer sobre a foma como a questão ambiental ganhou relevância na sociedade portuguesa. No inicio dos anos oitenta, quando a cultura era uma secretaria de estado, uma série de programas televisivos, relevavam as questões do património. Encontros com o património, como então se chamavam. Foi um tempo vivo para as associações de defesa do Património e para os museus. 

Foi também nessa altura que se começou a falar do ambiente, da proteção ambiental. Um então secretário de Estado, irreverente, corporizou algumas ideias que Gonçalo Ribeiro Teles, enquanto ministro a "Qualidade de Vida" havia colocado na agenda política. 

Bem 30 anos depois, todos separamos diligentemente os lixos em contentores coloridos às segundas,quartas e sextas, procupamo-nos com as alterações climáticas, com a poluição nas praias, deixou de ser possível fumar nos cinemas, escolas, transportes públicos, etc. No campo da educação ambiental, as associações tem uma agenda que dá origem a políticas públicas. Ainda assim a floresta arde. Mas não há português ou portuguesa que não se indigne.

No Património. Onde estão essas tais associações de defesa do património. Onde está a educação patrimonial. Onde está a indignação nacional quando Foz Côa é vandalizado, quando no convento de Cristo uma pequena pedra é chamuscada,  quando se desviam dinheiros públicos de equipamentos públicos. Onde está a indignação quando arde a floresta.

Ora a situação é a seguinte: Entre a ENEA agora aprovada e a ausência do que poderiamos considerar uma Política Pública para a Educação Patrimonial de quem é á culpa ? Do Ministro?  Da DGPC?

Não caberá às organizações do defesa do património organizar-se e exigir políticas públicas para esta área?   


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Pedro Pereira Leite
(Ph.D) MINOM Board

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