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[Museum] Daqui a pouco, no Teatro Romano de Lisboa!

To :   "histport" <histport@uc.pt>, "museum" <museum@ci.uc.pt>, "archport" <archport@ci.uc.pt>, "porras" <pporras@der.ucm.es>
Subject :   [Museum] Daqui a pouco, no Teatro Romano de Lisboa!
From :   <jde@fl.uc.pt>
Date :   Sun, 15 May 2022 15:14:28 +0100

            Encontramos pessoas especiais no nosso dia-a-dia. aquelas que nos calam na alma, por um motivo ou por outro. Mas se falamos de «especiais» é porque nos interessam, de modo ‘especial’, as que nos deixam boa impressão, nos… marcam!

Mestre Filomena Barata (n. Luanda, 18-05-1957) é uma delas, porque, além de se haver dedicado às lides arqueológicas – esteve ligada, por exemplo, à reabilitação de Mirobriga (entre 1990 e 2009), exerceu funções directivas na Direcção Regional do IPPAR, em Évora, em cuja Universidade também leccionou, e é, hoje, técnica superior do Museu Nacional de Arqueologia –, achou que era importante ensinar.

Aliás, a sua síntese Alentejo, esse lugar… (Lisboa, 2020) já vinha nesse sentido, constituindo, por exemplo, uma prova de um saber universal que é preciso inculcar nas gentes. Lemos, numa nota de leitura sobre esse livro, que, «ao contrário da visão do especialista, encontramos a do “universitário” no antigo sentido da palavra, que pressupunha estudos gerais, uma universalização do conhecimento: ela fala de música, dos aromas e das aromáticas, no Alentejo muito mais profusas do que nas regiões nortenhas, da pobreza do solo…». O Alentejo que Filomena Barata miudamente calcorreou.

            Momento alto da sua trajetória será hoje, dia 15, a partir das 18 horas, no já emblemático Teatro Romano de Lisboa, que com tantas e tão sugestivas iniciativas nos tem brindado: aí será apresentado, por Lídia Fernandes (responsável pelo Teatro), o 2º volume (letras M a Z) do Glossário de Termos Latinos para a Arqueologia, a que metera ombros juntamente com Leonardo Rosa Ramos.

            Não é o Latim disciplina que hoje se ensine, sinal dos controversos tempos em que nos movimentamos, porque se, por um lado, se pretende reabilitar a memória, por outro se anatemizam as civilizações que nos precederam e donde somos descendentes, queiramos ou não. Por isso, quer para arqueólogos, quer para o público em geral, saber como este ou aquele artefacto, esta ou aquela função se chamava e como é que hoje poderá chamar-se é do maior interesse e a obra agora completada merece, por isso, mui elevado encómio.

            Teve a autora a gentileza de endereçar a vários dos colegas com quem tem lidado uma mensagem de reconhecimento pelo que com eles tem aprendido. Aprecie-se o gesto, que por seu turno se agradece; mas – como na parábola evangélica se explicou – só em bom terreno é que a semente bem germina e se multiplica. Filomena Barata, reconhecida, é, pois, ela própria, plena devedora do nosso reconhecimento!

 

                                                                                   José d’Encarnação 

 

 

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