Bom dia, Há muitos anos que nos habituámos a ler, também aqui no Sul Informação – onde é cronista convidado –, e a ouvir o pensamento crítico do conhecido engenheiro silvicultor e arquiteto paisagista Fernando Santos Pessoa, que há 50 anos fundou e foi o primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico (SNPRPP). A gestão ambiental, o ordenamento do território e a forma como estes setores são planeados pelos agentes públicos têm sido os temas centrais do seu espaço de intervenção pública, onde tem muitas vezes como alvo «os políticos negacionistas e interesseiros», como o próprio escreveu no seu último livro. Há três anos, Fernando Santos Pessoa voltou a deixar marca, com a inauguração de um jardim botânico dedicado à flora mediterrânica e à educação ambiental, em Querença, que integrava, por alturas da sua inauguração, mais de uma centena de espécies autóctones, como a alfarrobeira, o loureiro ou o carvalho-cerquinho. Mas havia algo que faltava ao espaço dedicado a Manuel Gomes Guerreiro, que ocupa uma área de 1,5 hectares: as plantas ribeirinhas. É esse o grande objetivo do projeto de expansão que para ali está previsto. Como é que deste jardim vão brotar espécies como o choupo ou os salgueiros é o que conta o meu camarada Hugo Rodrigues na reportagem que pode ler aqui, no destaque principal do nosso jornal desta terça-feira. |