Bom dia, Num mundo cada vez mais globalizado, preservar a memória coletiva e os saberes tradicionais continua a ser importante, por manter vivo o conhecimento concentrado nas gerações mais velhas, que se arrisca a desaparecer em definitivo se não for transmitido aos mais novos. E deve também ser estratégico, ao valorizar os recursos locais com a criação de produtos e experiências que enriqueçam o tecido económico algarvio em zonas cada vez mais ameaçadas pelo despovoamento. Foi com esse mote que nasceu o Projeto TASA, que ao longo da última década e meia se afirmou como uma das iniciativas mais interessantes e inovadoras da região algarvia, ligando o design moderno às ancestrais técnicas de artesanato, ao qual deu um fôlego renovado. Ao longo deste período, o projeto envolveu cerca de quatro dezenas de artesãos, com uma média de idades de quase 70 anos, a trabalhar os mais diversos ofícios. Pelo meio, houve muitos e bons resultados, também muitos reconhecimentos e prémios, e ainda uma loja que abriu em Loulé para mostrar ao mundo o que se estava a produzir. Essa montra encerrou agora, mas trata-se apenas de um passo atrás para dar dois em frente, como deixa entender um responsável pelo projeto à minha camarada Mariana Carriço, na reportagem que faz hoje o nosso destaque matinal. |