Peço desculpa pelo lapso, mormente à minha colega Colega, docente na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e directora do Museu Nacional Machado de Castro: o abraço de mui sentidos pêsames é para si. José d’Encarnação de: josé d´encarnação <jde@fl.uc.pt> Sua viúva, Sandra Saldanha - a quem, desde já, apresento mui sentidos pêsames e a garantia de que elevo uma prece pelo seu eterno descanso – publicou, na sua página do FB, a seguinte informação datada de ontem: «É com uma dor imensa que comunico a partida do Nuno, no final da tarde de hoje, em paz e rodeado dos melhores cuidados. Agradecemos todas as expressões de carinho que nos fizeram chegar neste momento insuportável. Aqui, num dos muitos dias felizes das nossas vidas» A última frase referia-se à fotografia que tomo a liberdade de anexar. Da página do IADE, transcrevo, com a devida vénia: «Historiador, tem vários livros e artigos publicados em diversas revistas, catálogos e dicionários, sobre Cultura Visual (Iconografia, História da Arte), Crítica e Teoria da Arte (Sécs. XVIII-XIX), História da Arquitectura e Design Naval. Doutor em História da Arte pela Universidade Católica Portuguesa, e Mestre em História das Ideias Estéticas, pela Universidade Nova de Lisboa. Investigador integrado do Centro de História da Universidade de Lisboa, investigador associado da UNIDCOM/IADE e do CHAM/U.N.L. Fotógrafo, na área das Belas Artes, Património e Arquitectura, tem trabalhado para diversas instituições e editoras, com fotografias publicadas em livros de Arte, revistas de Bens Culturais e Património, catálogos, flyers, cartazes, sites institucionais (Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, Divisão de Documentação Fotográfica do IMC-IP / DGPC, Centro Cultural Patriarcado de Lisboa, Turismo de Portugal, Casa-Museu dos Patudos, Câmara Municipal de Alpiarça, Propagandas Belarte, SA , Revista Invenire, Livros Horizonte, Scribe – Produções Culturais, Alêtheia Editores, etc.). Foi Coordenador da licenciatura em Fotografia e Cultura Visual, no IADE-Universidade Europeia. Na área museológica, foi Director da Galeria Rei D. Luís/Palácio Nacional da Ajuda, Assessor de Direcção do Museu Ricardo do Espírito Santo Silva, Director da Casa-Museu dos Patudos, e Comissário de várias exposições. Foi Comissário de várias exposições como: Da Utilidade do Desenho (Biblioteca Nacional de Lisboa); Giovanni Battista Piranesi (Galeria Rei D. Luís); Joanni V Magnifico - A Pintura em Portugal ao tempo de D. João V -1706-1750 (Galeria Rei D. Luís); Jean Pillement 1728-1808 (Museu da FRESS). Académico da Academia de Marinha - Classe de História Marítima Académico da Academia Nacional de Belas Artes Membro da College Art Association, New York Especializações: História da Arte, Pintura Séculos XVIII-XIX, Arquitectura e Construção Naval». Aproveito para acrescentar que o Doutor Vítor Serrão, na sua página do FB Micro-História da Arte, escreveu 11 h · MAIS AUSÊNCIAS. O panorama da Cultura portuguesa continua em perda irreversível: ontem, 11 de Abril, partiram o historiador de arte Nuno Saldanha (1963-2026), professor universitário (IADE) e conceituado investigador, e o historiador e sociólogo Diogo Ramada Curto (1960-2026), também docente na Universidade (UNL) e actual director da Biblioteca Nacional de Portugal. Ambos deixam marca nas suas áreas vocacionais pelos seus dotes de análise, solidez erudita e poder de indagação. Conheci-os muito bem, desde os anos 80, e é inevitável que nestas horas de abalo tantas memórias antigas fluam. E, no segundo caso, também as polémicas acesas (algumas públicas, que parecem distantes sem se terem ainda tornado espuma na areia)... A marcha da vida une e afasta, revolve e agita, e por vezes apazigua -- foi sempre assim. Há títulos marcantes na produção de ambos, no caso do Nuno Saldanha os novos saberes que trouxe sobre a pintura do século XVIII em Portugal (e também sobre José Malhoa, por exemplo). No caso de Diogo Ramada Curto, acima das polémicas, os ensaios sobre política e cultura dos séculos XVI e XVII e, por exemplo, a edição de autores e obras incontornáveis mas que eram aqui de todo desconhecidos (caso da Micro-História de Carlo Ginzburg). Os dois deixam rasto relevante no campo da nossa História, um campo cada vez mais desguarnecido. A sua partida aumenta esta impressão amarga de vácuo que estes tempos de chumbo mais não fazem do que alargar. A morte é uma coisa simples, assim no-lo diz Antoine de Saint-Exupéry, através do talento de Hugo Pratt, na derradeira prancha do seu maravilhoso 'L'Ultimo Volo' (álbum de 1995, uma espécie de testamento antes da viagem): será assim, mas é uma coisa tramada! |
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