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Secção de História — Associação dos Arqueólogos Portugueses
Colóquio
Arqueologia Rural: da investigação à salvaguarda patrimonial
Entre a Idade do Ferro e a Época Contemporânea
Museu Arqueológico do Carmo (MAC), Lisboa
8 de Maio de 2026
Entrada livre mediante inscrição
aqui (lugares limitados à lotação da sala)
Apresentação
O estudo do povoamento rural, desde a Idade do Ferro até à Época Contemporânea, revela dinâmicas complexas de ocupação do território e adaptação às condições ambientais e socioeconómicas. Os habitats, os complexos agrícolas e os pequenos aglomerados constituíram
núcleos fundamentais na organização do espaço, refletindo não apenas estratégias de subsistência, mas também formas de sociabilidade e identidade comunitária.
A arquitetura doméstica desempenha um papel central neste processo, evidenciando soluções construtivas vernáculas que respondem a necessidades funcionais e simbólicas. Casas, anexos e espaços produtivos revelam práticas quotidianas, modos de vida e hierarquias
internas, permitindo compreender a evolução das técnicas e materiais ao longo dos séculos.
Para o atual conhecimento destes territórios, a reconversão energética em curso, através da descarbonização e descentralização da produção - vista como essencial para a nossa sobrevivência e para o atual modelo socioeconómico -, o desenvolvimento da agricultura
intensiva e superintensiva e da silvicultura de produção de modelo industrial provocam impactes significativos no património arqueológico, e têm levado, em alguns casos à intensificação dos trabalhos de registo arqueológico, de salvamento ou integrados em
ações preventivas e de minimização, ampliando, por essa via o conhecimento das diacronias destes territórios.
Pretende-se com este Colóquio contribuir para dar um novo olhar e relevo ao papel central das culturas rurais na formação das paisagens históricas e das principais ameaças que estes vestígios têm a pairar devido às mais recentes alterações estruturais na ocupação
destes territórios, vistos hoje, como periféricos das cidades.
Este Colóquio encontra-se dividido em duas partes: I – Estudos/Investigação e II – Salvaguarda do Património Arqueológico.
PROGRAMA
10h15 - Abertura
Parte I — Estudos/Investigação
10h30 - Historial dos estudos de Arqueologia Rural em Portugal
Jacinta Bugalhão (Património Cultural, I.P.)
10h50 - Povoamento, produção e paisagem rural no Baixo Tejo durante a Idade do Ferro
Elisa de Sousa (Uniarq — FLUL)
11h10 - O mundo rural no Norte da Lusitânia: síntese e perspectivas de investigação
Ricardo Costeira da Silva (CEIS20 — Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra — FLUC)
11h30 - Através dos campos: ameaças e desafios para o estudo das paisagens de Época Romana no Alentejo
André Carneiro (CHAIA — Universidade de Évora)
11h50 - A produção agrícola no Algarve romano
João Pedro Bernardes (CEAACP; Universidade do Algarve)
12h10 - Perspetivas de investigação sobre a Alta Idade Média no Noroeste Peninsular
Andreia Arezes (CITCEM — Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória — FLUP)
12h30 - Almoço
14h30 - Desafios e problemáticas da Arqueologia Rural: uma reflexão a partir da investigação sobre a Alta Idade Média
Sara Prata (IEM — Institutos de Estudos Medievais — Universidade Nova de Lisboa)
14h50 - Contributos para a interpretação da paisagem rural do Guadiana entre a Antiguidade Tardia e a Alta Idade Média
João Marques (AAP; CEAACP; CHAIA)
15h10 - Povoamento rural no Garb al-Andalus. Estado da investigação e desafios metodológicos
Maria de Fátima Palma (CEAACP; Universidade de Évora) e Susana Gómez Martínez (Universidade de Évora; CEAACP; Campo Arqueológico de Mértola)
15h30 - Tradição e inovação na Arqueologia Rural: modernidade e vida quotidiana entre os séculos XVIII e XX
Tânia Casimiro (Stirling University) e João Sequeira (Universidade de Coimbra)
Parte II — Salvaguarda do Património Arqueológico Rural
15h50 - Do analógico ao digital. Contributo das novas tecnologias na transformação da prospeção arqueológica de salvaguarda ao longo do 1.º quartel do séc. XXI. O exemplo em projetos da Rede Nacional de Electricidade e Centros Electroprodutores
Alexandre Canha (CEAACP; ZEPHYROS)
16h10 - Minimização e compensação de impactes sobre o património arqueológico no âmbito de energias renováveis. Duas décadas de evolução em perspectiva
Carla Alves Fernandes (Arqueóloga independente, consultora)
16h30 - Salvaguarda do património arqueológico em contexto agrícola e florestal
Samuel Melro (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo — Unidade de Cultura)
16h50 - Salvaguarda do Património Arqueológico em Projetos de Arborização e de Rearborização
Filipa Bragança, Sandra Lourenço e Gertrudes Zambujo (Património Cultural, I.P.)
17h10 - Podemos salvaguardar sem dados?
Paula Pereira, Tiago do Pereiro e Miguel Lago (ERA Arqueologia, SA)
17h30 - Discussão
18h00 - Encerramento
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