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Partilho a informação veiculada pela Sul Informação O empreendimento Verdelago, no litoral do concelho de Castro Marim, que é hoje um resort de 5 estrelas, tem enfrentado uma forte contestação ambiental desde que o projeto foi lançado, ainda nos anos 90 do século passado. O projeto situa-se numa zona de grande valor ecológico (parcialmente integrada na Rede Natura 2000) e exige a gestão cautelosa do habitat de espécies protegidas, como o camaleão. Apesar disso, foi considerado um projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), em 1995, o que o dispensaria da maçada de ser sujeito a regras de escrutínio prévio, como um processo de Avaliação do Impacte Ambiental. O projeto original acabou por ser sujeito a alterações, depois de críticas severas por parte de associações ambientalistas e vozes cívicas. O abate de centenas de pinheiros no Pinhal do Gancho, em 2008, foi a gota de água que fez transbordar a paciência dos ecologistas, com a associação Almargem à frente. Face à oposição, o projeto alterou a sua génese inicial—que incluía um campo de golfe que geraria forte impacto paisagístico e de consumo de água—e converteu essa área num parque verde e em ciclovias. Isso não calou a contestação, mas serviu para melhorar de forma significativa a imagem do resort. Mas ainda hoje há quem considere que o Verdelago é exemplo do chamado greenwashing, o esverdeamento de um projeto. É um facto que, para mitigar as críticas e as exigências legais, a entidade promotora tem reforçado a sua estratégia de sustentabilidade. O complexo destaca-se pela sua baixa densidade construtiva (8,7%) e por investimentos em infraestruturas ambientais próprias, incluindo uma central fotovoltaica e um santuário natural. Basta espreitar o site do Verdelago para perceber que sustentabilidade, mobilidade suave, energias renováveis, biodiversidade são palavras que hoje fazem parte do léxico do empreendimento. Para o concelho de Castro Marim, que não tinha ainda nenhum empreendimento de luxo, o Verdelago sempre foi visto como a oportunidade para dar mais qualidade à oferta turística. E isso, de facto, aconteceu. Ora, o resort acaba de abrir o seu SPA, que é uma peça importante na consolidação do projeto, enquanto local para férias em contacto com um mundo mais natural. Como se pode constatar nesta reportagem do Hugo Rodrigues, que lá esteve, a aposta na prata da casa – neste caso, nos trabalhadores com origem ou que se fixam no concelho – é uma estratégia que o Verdelago também persegue, desde a fase de construção. Mais uma vez, para Castro Marim é importante atrair ou manter mão-de-obra qualificada, fundamental para o futuro do concelho. |
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